O banco Santander entrou com agravo de instrumento com dois documentos distintos. O primeiro deles afirma que o tribunal do Rio de Janeiro não tem competência para julgar a ação, já que a sede da empresa não fica na capital fluminense.
Para comprovar sua teoria, o Santander afirma que as decisões da Americanas são tomadas nos escritórios de São Paulo. Para complementar esse pedido, o segundo documento é um pedido para que a Justiça determine que a varejista oferece provas cabais de que a principal sede da empresa fica no Rio.
Banco Safra pede anulação de recuperação judicial da Americanas
O banco Safra foi outra das instituições financeiras credoras da Americanas que entraram com um pedido de anulação da recuperação judicial. De acordo com levantamentos, o varejista deve cerca de R$ 2 bilhões para o banco.
Ao contrário do Santander, o banco Safra não está questionando o local da sede da empresa ou se o tribunal é competente ou não para julgar a ação. De acordo com ele, a Americanas não forneceu todas as informações necessárias para a abertura de um processo de recuperação judicial.
Assim, o banco alega que é preciso fazer uma perícia mais profunda nas finanças da empresa – ela não apresentou os três últimos balanços como a lei exige.
O Bradesco é outro dos credores que deve entrar com uma ação contra a Americanas. Entretanto, ele não planeja entrar com um pedido de anulação da recuperação judicial.
A ideia seria seguir uma outra estratégia jurídica e ingressar com uma ação conjunta tanto no Brasil como no exterior.
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