No início da semana, a Comissão de Organização dos Empregados (COE Santander) realizou uma reunião para debater essa preocupação acerca do fim das agências. Confira os detalhes a seguir.
COE Santander ressalta suas preocupações
A coordenadora da COE, Wanessa de Queiroz, destacou que a preocupação é justamente com o atendimento. Neste ponto, ela ressaltou que a instituição possui uma concessão pública e, portanto, o público não pode receber um atendimento precarizado.
Diante disso, os representantes do Santander presentes na reunião voltaram a afirmar que não ocorrerá o fechamento das agências. No entanto, a preocupação persiste porque, coincidindo com o lançamento desse novo modelo, de janeiro a dezembro de 2022, a instituição financeira já encerrou as atividades em quase 300 agências.
Diante dessa situação, Queiroz destacou que considera essa política inaceitável. Primeiramente, ela alertou para o fato de que os funcionários são terceirizados, o que acarreta na perda de direitos da categoria profissional e do piso salarial.
Além disso, outra situação destacada foi o déficit de agências em regiões periféricas, onde os clientes não recebem atendimento. Para fins comparativos, podemos mencionar que o Perto Santander, inaugurado recentemente, está localizado em Amargosa, na Bahia.
Nesta área, há um grande potencial de crescimento comercial, possuindo uma alta atividade de empreendedorismo. O Head do Santander Perto, Fábio Camargo, disse que a instituição instalará essas unidades ao longo de todo território brasileiro. Até o momento, serão abertas 15 lojas, sendo cinco delas na região nordestina.
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