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Pedido de saque superior a R$ 6 mil começa em 03/03

Caixa libera saque calamidade do FGTS até R$ 6.220. Veja quem tem direito, cidades e como solicitar pelo app.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
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A partir desta terça-feira (03/03), a Caixa Econômica Federal inicia um novo período de solicitações do Saque Calamidade do FGTS, permitindo a retirada de valores superiores a R$ 6.000 para trabalhadores que residem em municípios atingidos por desastres naturais reconhecidos oficialmente.

O limite por conta vinculada é de até R$ 6.220, desde que haja saldo disponível. O prazo para solicitar vai até 31 de maio de 2026, exclusivamente pelo aplicativo FGTS.

A medida busca atender famílias afetadas por enchentes, deslizamentos, tempestades e outros eventos extremos, cuja frequência tem aumentado em diversas regiões do Brasil.

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O que é o saque calamidade do FGTS

O Saque Calamidade é uma modalidade prevista na legislação do FGTS que autoriza a retirada de parte do saldo quando o trabalhador mora em área atingida por desastre natural reconhecido pelo poder público.

O reconhecimento da situação de emergência ou estado de calamidade pública é feito pelo município e validado pelo Governo Federal, com apoio da Defesa Civil. Só após essa homologação a Caixa libera a opção de saque no aplicativo.

Qual é o valor liberado

O trabalhador pode sacar:

  • Até R$ 6.220 por conta do FGTS;
  • Limitado ao saldo disponível;
  • Desde que não tenha realizado saque pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses.

Ou seja, se o trabalhador possui R$ 4.000 disponíveis, poderá sacar esse valor integralmente. Se tiver R$ 15.000, o limite continuará sendo R$ 6.220 por conta vinculada.

Quem tem direito ao saque acima de R$ 6 mil

Tem direito ao Saque Calamidade quem:

  • Reside em município oficialmente habilitado;
  • Possui saldo disponível no FGTS;
  • Não realizou saque calamidade nos últimos 12 meses;
  • Comprova residência na área afetada.

É importante destacar que o benefício não é automático. O trabalhador precisa fazer a solicitação e enviar documentação comprobatória pelo aplicativo.

Cidades habilitadas a partir de 3 de março de 2026

Segundo a Caixa, estão aptos ao saque, até 31 de maio de 2026, moradores dos seguintes municípios:

Rio de Janeiro

  • Paraty
  • Paty do Alferes
  • Silva Jardim

Goiás

  • Itaguaru

Santa Catarina

  • Luiz Alves

Minas Gerais

  • Barão de Monte Alto
  • Frei Gaspar
  • Malacacheta
  • Patrocínio do Muriaé
  • Senador Firmino

A lista completa e atualizada pode ser consultada no site oficial da Caixa, já que novos municípios podem ser incluídos conforme reconhecimento da Defesa Civil.

Como solicitar o saque pelo aplicativo FGTS

O processo é 100% digital, sem necessidade de ir a uma agência.

Passo a passo

  1. Baixe o aplicativo FGTS (Android ou iOS).
  2. Faça login com CPF e senha cadastrada.
  3. Acesse a opção “Saques”.
  4. Selecione “Solicitar saque”.
  5. Escolha “Calamidade pública”.
  6. Informe o município habilitado.
  7. Anexe os documentos exigidos.
  8. Indique a conta para receber o valor (Caixa ou outro banco).
  9. Finalize o pedido e acompanhe pelo próprio app.

O crédito pode ser feito:

  • Na conta da Caixa;
  • Na Poupança Digital Caixa Tem;
  • Em conta de outro banco, sem cobrança de tarifa.

Documentos exigidos pela Caixa

A análise é documental. A Caixa exige:

  • Documento oficial com foto (RG, CNH ou passaporte – frente e verso);
  • Selfie segurando o documento;
  • Comprovante de residência emitido até 120 dias antes da decretação da calamidade.

Alternativas ao comprovante de residência

Caso o comprovante não esteja no nome do solicitante, são aceitos:

  • Declaração da prefeitura confirmando residência na área afetada;
  • Declaração própria com dados completos (nome, CPF, data de nascimento, endereço e CEP);
  • Certidão de casamento ou escritura de união estável (quando o comprovante estiver no nome do cônjuge).

A Caixa pode solicitar documentos adicionais se houver divergências.

Prazo final para solicitar

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O prazo para enviar a solicitação termina em 31 de maio de 2026. Após essa data, o trabalhador perde o direito ao saque referente ao evento específico.

Por isso, é fundamental:

  • Verificar se o município está habilitado;
  • Atualizar o cadastro no aplicativo;
  • Enviar documentos legíveis e corretos.

Por que o saque calamidade é importante

Em situações de enchentes ou desastres naturais, muitas famílias perdem:

  • Móveis e eletrodomésticos;
  • Veículos;
  • Estoques de pequenos negócios;
  • Parte da renda mensal.

O saque do FGTS funciona como uma reserva emergencial, permitindo cobrir despesas imediatas, como reforma da casa, compra de alimentos, medicamentos e reposição de bens essenciais.

Segundo dados do próprio FGTS, milhões de trabalhadores já utilizaram essa modalidade nos últimos anos, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, frequentemente atingidas por eventos climáticos severos.

Cuidados para evitar golpes

A Caixa reforça que:

  • A solicitação é feita apenas pelo aplicativo oficial FGTS;
  • Não há cobrança de taxa;
  • Não é necessário intermediário.

Desconfie de mensagens por redes sociais ou WhatsApp prometendo “liberação rápida”. Sempre utilize os canais oficiais da Caixa.

O que fazer se o pedido for negado

Se o saque for indeferido, o aplicativo informa o motivo. Normalmente, ocorre por:

  • Documento ilegível;
  • Comprovante fora do prazo;
  • Município não habilitado;
  • Ausência de saldo.

É possível reenviar a documentação corrigida dentro do prazo de vigência da habilitação do município.

Vale a pena solicitar mesmo tendo pouco saldo?

Sim. Mesmo que o trabalhador tenha valor inferior ao teto de R$ 6.220, ele pode sacar o saldo disponível, o que pode ajudar significativamente em momentos de emergência.

Em cenários de calamidade pública, qualquer reforço financeiro faz diferença no orçamento familiar.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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