O Banco Central autorizou o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) a desenvolver uma sociedade de crédito direto (SCD). Dessa forma, a fintech terá capital inicial de R$ 600 milhões.
SEBRAE ganha autorização do Banco Central para liberar empréstimos
O Banco Central autorizou o Sebrae a desenvolver uma sociedade de crédito direto (SCD). Assim, a fintech terá capital de R$ 600 milhões
Em síntese, o Sebrae presta consultoria a pequenas empresas e também é facilitador, apresentando as linhas de crédito que elas podem acessar nas instituições financeiras. Além disso, também opera o Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que disponibiliza aval complementar para facilitar o acesso das PMEs ao crédito. Assim, em seu site, o Fampe afirma que já avalizou mais de 479 mil operações, proporcionando R$ 25,3 bilhões em crédito.
Concessão de crédito
Contudo, o Sebrae nunca tinha atuado de forma direta na concessão de crédito. Todavia, o capital da fintech é bem grande, o que se diferencia da média das SCDs, que, via de regra, começam com o mínimo regulatório de R$ 1 milhão e depois vão crescendo ao longo do tempo.
Entretanto, ao ser procurado pelo g1 para falar sobre essa nova estratégia, o Sebrae ainda não se manifestou.
Outras sociedades de crédito direto
A vista disso, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) tem uma iniciativa parecida e criou em 2020 sua SCD, nomeada de ACCrédito, com capital de R$ 50 milhões, que cresceu para R$ 75 milhões.
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Ademais, o Banco Central autorizou a criação de outras duas SCDs. Sendo a primeira, a fintech do Grupo Bamaq, que começou como uma rede de concessionárias e depois foi ampliando para consórcios, seguros e outras áreas com capital de R$ 5 milhões. Com sede em Contagem (MG) seus controladores são a Bamaq Participações, Gilberto de Andrade Faria Júnior e Clemente de Faria Junior.
A segunda SCD é da Via Capital, com sede em Belo Horizonte, seu capital é de R$ 1,5 milhão, sendo controlada por Marcelo Costa Meneses. O grupo atua com fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC) há pelo menos dez anos.
Imagem: rafapress / shutterstock.com
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