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Governo tem segunda opção para poder pagar o “novo Bolsa Família”

A alta da arrecadação obtida com a reversão de alguns subsídios pode ser usada como uma fonte de custeio para o novo Bolsa Família. 

Priscilla KinastPor Priscilla Kinast⏱ 3 min de leitura
novo Bolsa famĂ­lia

O governo estĂĄ em busca de um plano B para poder pagar o novo Bolsa FamĂ­lia. Originalmente, a aprovação da reforma do Imposto de Renda deveria servir para pagar o benefĂ­cio. Entretanto, hĂĄ uma falta de consenso sobre a aprovação da reforma. Com isso, o governo procura o que fazer para cumprir as exigĂȘncias da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), para tirar o novo programa do papel. Em suma, o pagamento do benefĂ­cio pode sair do plano de revisĂŁo de subsĂ­dios tributĂĄrios que a equipe econĂŽmica vai apresentar no Congresso em setembro. 

Atraso na reforma do IR ameaça o orçamento do novo Bolsa Família

Governo tem segunda opção para poder pagar o “novo Bolsa Família”

Para sair do papel, o novo Bolsa Família, chamado de Auxílio Brasil, precisa da resolução de outros impasses no Orçamento. Em outras palavras, o governo precisa ter espaço no teto de gastos. Diante do salto nas dívidas judiciais a serem pagas em 2022 (que somam R$ 89,1 bilhÔes), a folga estå toda comprometida. 

Sendo assim, para resolver isso, a equipe do ministro Paulo Guedes enviou ao Congresso, a PEC dos precatĂłrios, que parcela o pagamento dessas dĂ­vidas judiciais, em 10 anos. Entretanto, essa medida enfrenta uma forte resistĂȘncia dos parlamentares e do mercado financeiro.

Dessa forma, como uma 2ÂȘ opção de pagar o novo Bolsa FamĂ­lia, os ministros discutem alternativas para a despesa com precatĂłrios. Tais como excluir os cerca de R$ 30 bilhĂ”es de “crescimento surpresa” do teto de gastos. Ou ainda, tirar do limite todo o gasto com as dĂ­vidas judiciais. 

A LRF cita que a medida de aumento permanente de despesa, precisa vir acompanhada de uma fonte de custeio. Diante disso, Guedes quer atrelar o aumento do gasto com o novo Bolsa FamĂ­lia, Ă  tributação de lucros e dividendos distribuĂ­dos Ă  pessoa fĂ­sica. A medida estĂĄ inclusa na reforma do IR. Entretanto, a proposta estĂĄ rodeada de polĂȘmicas e impasses na CĂąmara dos Deputados. 

Por fim, diante disso, o governo estuda revisar os subsídios tributårios. Em setembro, o governo deve enviar um plano de revisão desses incentivos, exigido pela emenda constitucional 109. A alta da arrecadação obtida com a reversão de alguns subsídios pode ser usada como uma fonte de custeio para o novo Bolsa Família. 

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Imagem: Cassiano Correia / shutterstock.com

Priscilla Kinast

Autor

Priscilla Kinast

Jornalista, apaixonada pelo mercado financeiro e pelas inovaçÔes tecnológicas. Registro Profissional: 0020361/RS

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