O governo estĂĄ em busca de um plano B para poder pagar o novo Bolsa FamĂlia. Originalmente, a aprovação da reforma do Imposto de Renda deveria servir para pagar o benefĂcio. Entretanto, hĂĄ uma falta de consenso sobre a aprovação da reforma. Com isso, o governo procura o que fazer para cumprir as exigĂȘncias da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), para tirar o novo programa do papel. Em suma, o pagamento do benefĂcio pode sair do plano de revisĂŁo de subsĂdios tributĂĄrios que a equipe econĂŽmica vai apresentar no Congresso em setembro.Â
Governo tem segunda opção para poder pagar o ânovo Bolsa FamĂliaâ
A alta da arrecadação obtida com a reversĂŁo de alguns subsĂdios pode ser usada como uma fonte de custeio para o novo Bolsa FamĂlia.Â
Atraso na reforma do IR ameaça o orçamento do novo Bolsa FamĂlia
Governo tem segunda opção para poder pagar o ânovo Bolsa FamĂliaâ
Para sair do papel, o novo Bolsa FamĂlia, chamado de AuxĂlio Brasil, precisa da resolução de outros impasses no Orçamento. Em outras palavras, o governo precisa ter espaço no teto de gastos. Diante do salto nas dĂvidas judiciais a serem pagas em 2022 (que somam R$ 89,1 bilhĂ”es), a folga estĂĄ toda comprometida.Â
Sendo assim, para resolver isso, a equipe do ministro Paulo Guedes enviou ao Congresso, a PEC dos precatĂłrios, que parcela o pagamento dessas dĂvidas judiciais, em 10 anos. Entretanto, essa medida enfrenta uma forte resistĂȘncia dos parlamentares e do mercado financeiro.
Dessa forma, como uma 2ÂȘ opção de pagar o novo Bolsa FamĂlia, os ministros discutem alternativas para a despesa com precatĂłrios. Tais como excluir os cerca de R$ 30 bilhĂ”es de âcrescimento surpresaâ do teto de gastos. Ou ainda, tirar do limite todo o gasto com as dĂvidas judiciais.Â
A LRF cita que a medida de aumento permanente de despesa, precisa vir acompanhada de uma fonte de custeio. Diante disso, Guedes quer atrelar o aumento do gasto com o novo Bolsa FamĂlia, Ă tributação de lucros e dividendos distribuĂdos Ă pessoa fĂsica. A medida estĂĄ inclusa na reforma do IR. Entretanto, a proposta estĂĄ rodeada de polĂȘmicas e impasses na CĂąmara dos Deputados.Â
Por fim, diante disso, o governo estuda revisar os subsĂdios tributĂĄrios. Em setembro, o governo deve enviar um plano de revisĂŁo desses incentivos, exigido pela emenda constitucional 109. A alta da arrecadação obtida com a reversĂŁo de alguns subsĂdios pode ser usada como uma fonte de custeio para o novo Bolsa FamĂlia.Â
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Imagem: Cassiano Correia / shutterstock.com
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