Fim das “canetinhas”? Novo tratamento para diabetes promete revolução

A rotina de quem convive com o diabetes está prestes a mudar de forma radical. Um novo dispositivo desenvolvido pela MedLevensohn — o Smart — promete substituir o tradicional monitoramento com furos no dedo.

Desse modo, oferecendo uma alternativa indolor, contínua e altamente tecnológica para o controle da glicemia. Sendo assim, acompanhe a leitura deste artigo a seguir para entender mais do novo tratamento para diabetes.

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Como funciona o novo sensor Smart?

insulina diabetes
Imagem: natusmo / Freepik

Monitoramento contínuo de glicose 24h por dia

O sensor Smart é um dispositivo fixado diretamente na pele do usuário. Ele possui um transmissor integrado, que envia leituras constantes dos níveis de glicose diretamente para um aplicativo de celular. A coleta de dados é automática, ininterrupta e não exige varredura manual, calibragem ou interferência do paciente.

Discrição, conforto e eficiência

O design compacto e à prova d’água do sensor permite que ele seja usado discretamente, inclusive durante o banho ou atividades físicas.

Mais do que uma solução prática, ele representa um avanço no cuidado com a saúde, promovendo uma vida com mais liberdade e segurança para pessoas com diabetes tipo 1 ou tipo 2.

Benefícios do sensor para o controle do diabetes

Fim dos furos diários no dedo

O principal diferencial do sensor é a eliminação das picadas nos dedos, que eram a norma para medir os níveis de açúcar no sangue. Para muitos pacientes, essa prática diária é dolorosa, incômoda e psicologicamente desgastante.

Alertas em tempo real

Outro destaque é o sistema de alertas. Quando os níveis de glicose ficam fora do padrão — tanto em casos de hipoglicemia quanto de hiperglicemia — o sensor envia um alerta instantâneo para o celular do paciente, permitindo ação imediata.

Compartilhamento de dados com médicos e familiares

Através do aplicativo, os dados coletados podem ser compartilhados com médicos, pais ou cuidadores em tempo real. Essa função é especialmente útil para o acompanhamento de crianças e adolescentes com diabetes tipo 1.

Para quem o novo sensor é indicado?

Recomendado a partir dos dois anos de idade

Segundo a fabricante, o sensor pode ser utilizado por crianças a partir dos dois anos, o que o torna ideal para famílias que buscam mais segurança e praticidade no acompanhamento dos pequenos.

Pacientes com diabetes tipo 1 e 2

O sensor Smart atende tanto usuários com diabetes tipo 1, que precisam de controle glicêmico mais rigoroso e frequente, quanto aqueles com diabetes tipo 2, que podem se beneficiar da precisão e conforto do dispositivo.

Frequência de medição: como o sensor se encaixa?

De acordo com a endocrinologista Sharon Nina Admoni, do Hospital Sírio-Libanês, a frequência de medição varia conforme o tipo de diabetes e o estágio do tratamento.

Diabetes tipo 1

  • Recomendação: medir 3 a 4 vezes ao dia;
  • O sensor permite medição contínua, superando essa necessidade sem interferência manual.

Diabetes tipo 2

  • Em fase inicial: medição recomendada 3 vezes ao dia;
  • Em estágio controlado: pode reduzir para 1 a 2 vezes ao dia.

Com o novo sensor, esse controle se torna automático e contínuo, oferecendo segurança mesmo nos períodos de maior estabilidade.

Um avanço no tratamento do diabetes no Brasil

Tecnologia nacional com padrão internacional

O sensor Smart, desenvolvido pela MedLevensohn, representa um dos maiores avanços em tecnologia de saúde aplicada ao diabetes no Brasil. Em linha com dispositivos internacionais, como o FreeStyle Libre, ele é 100% compatível com as necessidades da população brasileira.

Redução de custos a longo prazo

Apesar de o investimento inicial no sensor ser mais alto que os kits tradicionais de monitoramento, os especialistas apontam que ele pode reduzir custos a longo prazo, ao evitar complicações e internações por crises de hipoglicemia ou hiperglicemia não detectadas a tempo.

O que esperar do futuro do tratamento para diabetes?

A chegada do sensor Smart ao mercado é mais um passo em direção à tecnologia vestível no campo da saúde. A tendência é que, nos próximos anos, esses dispositivos passem a ser incorporados aos protocolos públicos de saúde, como o SUS, e se tornem acessíveis a toda a população.

Outras inovações em andamento

Pesquisas apontam para a criação de sensores implantáveis de longa duração, bem como bombas de insulina integradas ao monitoramento automático, criando verdadeiros sistemas de pâncreas artificial.

Conclusão

A inovação trazida pelo sensor Smart da MedLevensohn representa uma transformação significativa no tratamento do diabetes.

Ao aposentar as “canetinhas” e oferecer um monitoramento contínuo, indolor e inteligente, o dispositivo não apenas melhora a qualidade de vida dos pacientes, como também redefine a forma de lidar com a doença no dia a dia.

Enquanto a tecnologia avança, espera-se que mais pacientes possam se beneficiar dessa solução, reduzindo complicações e permitindo uma vida mais segura e independente.

Imagem: Freepik

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