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Serasa Experian revela que 54% dos trabalhadores enfrentam dificuldade financeira mensal

Pesquisa revela que 54% dos trabalhadores não conseguem manter salário até o fim do mês; apenas 20% têm pleno controle financeiro.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
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Uma nova pesquisa divulgada pela SalaryFits, empresa da Serasa Experian, revelou que 54% dos trabalhadores brasileiros — sejam celetistas ou profissionais PJ — enfrentam dificuldade para manter o salário até o fim do mês.

Apesar do dado ainda ser preocupante, houve melhora em relação ao levantamento de 2024, quando 62% afirmaram não conseguir equilibrar as contas. Em um ano, o número de pessoas que conseguem atravessar o mês apenas com o salário subiu de 38% para 46%, um avanço de 8 pontos percentuais.

Segundo o estudo, realizado entre maio e junho de 2025, com 1.029 entrevistas em empresas públicas e privadas, a média de idade dos respondentes é de 41 anos, com equilíbrio entre homens e mulheres.

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Controle financeiro: apenas 20% têm gestão plena

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Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Outro dado relevante mostra que apenas dois em cada dez entrevistados afirmaram ter total controle de suas finanças.

Entre aqueles que declararam possuir menor domínio sobre o orçamento, destacam-se jovens da Geração Z, trabalhadores da Classe C, profissionais PJ e funcionários de empresas de menor porte.

Essa falta de organização financeira contribui para um cenário em que muitos trabalhadores não conseguem formar reserva de emergência. De acordo com a pesquisa, apenas um em cada quatro conseguiria arcar com uma despesa inesperada de R$ 10 mil.

Renda extra e alternativas para fechar o mês

Para lidar com a insuficiência do salário, 49% dos trabalhadores recorrem a alguma forma de renda extra. Entre as alternativas mais utilizadas, destacam-se:

  • Linhas de crédito: uso de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos;
  • Apoio familiar: compartilhamento de renda dentro do núcleo doméstico;
  • Freelas e trabalhos extras: atividades paralelas para complementar a renda.

Ainda assim, existe um grupo de 5% dos entrevistados que não chega ao fim do mês com dinheiro e também não dispõe de alternativas, ficando altamente vulnerável ao risco de inadimplência.

Segundo o CEO da SalaryFits, Délber Lage, há caminhos para reduzir esse impacto:

“Para essas pessoas, a inadimplência é um risco real, mas contratar empréstimos mais vantajosos, com juros menores, como o consignado, por exemplo, ou renegociar dívidas ainda podem ser caminhos efetivos para evitar restrições futuras”, explica Lage.

Principais destinos do salário

O levantamento também mapeou para onde vai a maior parte da renda dos brasileiros. A prioridade é direcionada para itens essenciais, como:

  1. Alimentação;
  2. Contas básicas de água, energia e gás;
  3. Compromissos financeiros de médio e longo prazo, como empréstimos e financiamentos;
  4. Despesas de consumo e educação.

O dado reforça a percepção de que boa parte do orçamento está comprometida com despesas fixas, restando pouco espaço para planejamento ou investimentos.

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Inadimplência e atrasos em dívidas

O estudo ainda dialoga com dados recentes do mercado que mostram um movimento contraditório: enquanto os consumidores estão mais pontuais no pagamento de contas básicas — como energia e água —, cresce o número de atrasos em dívidas com bancos, financeiras e prestadores de serviços.

Em algumas categorias, a proporção de inadimplentes atingiu níveis recordes. Nos últimos cinco anos, 66% dos trabalhadores entrevistados já enfrentaram algum tipo de problema financeiro. Atualmente, 17% ainda lidam diretamente com esse cenário.

Nos últimos 12 meses, um terço dos entrevistados (33%) passou por dificuldades econômicas que resultaram em negativação do nome.

Perspectiva para os próximos anos

Duas pessoas sentadas no chão rodeadas por dívidas. Enquanto uma segura contas, outra utiliza uma calculadora selic
Imagem: Rawpixel.com / Shutterstock.com

Especialistas avaliam que o aumento no número de pessoas que conseguem chegar ao fim do mês apenas com o salário representa um sinal positivo, mas ainda insuficiente.

A dependência de crédito, a dificuldade em formar reservas e a instabilidade no controle financeiro individual mostram que os trabalhadores brasileiros seguem em uma situação de vulnerabilidade econômica.

Programas de educação financeira e ofertas de crédito com juros mais acessíveis são apontados como medidas essenciais para reverter esse quadro nos próximos anos.

Com informações de Estadão

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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