De acordo com ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Wagner Rosário, 299 mil servidores públicos federais, estaduais e municipais receberam indevidamente o Auxílio Emergencial. A afirmação foi feita na última terça-feira (14), durante uma comissão mista que acompanha ações econômicas de combate à pandemia de Covid-19. Confira mais detalhes sobre a denúncia nessa matéria.

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Ao afirmar que servidores públicos receberam Auxílio Emergencial indevidamente, Wagner Rosário destacou que nem todos os casos foram movidos por desonestidade. Wagner disse que os servidores que agiram de má fé serão punidos, mas explicou que muitos tiveram seu CPF utilizado por terceiros ou eram militares que estavam inscritos no Cadastro Único e receberam automaticamente. Os servidores identificados na lista de beneficiários do Auxílio Emergencial já não estão mais recebendo o dinheiro e terão que devolver a quantia depositada irregularmente.

Conforme Rosário, “a gente tem encarado uma situação de muitas tentativas de fraude nos recursos do auxílio emergencial. Numa parceria com estados e municípios, cruzamos e identificamos de 299 mil servidores de todos os entes recebendo recursos do auxílio emergencial. É um recurso que a gente tem que estar muito atento”.

Embora seja um número alto, esses servidores públicos equivalem a apenas 0,45% das 65,2 milhões de pessoas que já ganharam o benefício desde abril.

Além disso, Wagner Rosário disse também que a CGU conseguiu evitar perdas para a União, determinando que o Ministério da Saúde reformulasse contratos no valor de R$ 2 bilhões que apresentavam fragilidades. Foram analisados contratos de R$ 6,4 bilhões no total. Sobre os repasses para estados e municípios, ele explicou que a tentativa foi a de construir um painel de preços médios, fazendo um levantamento dos contratos que vêm sendo firmados e buscando investigar casos extremos.

Servidores públicos podem receber o Auxílio Emergencial?

Não. O Auxílio Emergencial é voltado para autônomos, desempregados, MEIs (microempreendedores individuais) e trabalhadores informais, portanto não pode ser pago a servidores públicos, mesmo se esses servidores públicos forem temporários.

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Fonte: Agência Câmara de Notícias

Imagem destacada: Brenda Rocha / Shutterstock.com

Sobre o Autor

Jadre Marques Duarte Junior

Redator-chefe

Graduado em Administração de Empresas pela UFRGS. Apaixonado por marketing, comunicação e finanças, possuo mais de 8 anos de experiência na área de T.I. aplicada a serviços financeiros.

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