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Shopee e Shein disputarão compras contra Renner e Magalu na Black Friday; veja como aproveitar

Descontos da Shopee e Shein competirão com Renner e Magalu na Black Friday. Descubra como aproveitar ofertas incríveis nesta temporada.

Helena SerpaPor Helena Serpa2 min de leitura
Impostos

Com a chegada da Black Friday, os brasileiros vêm mostrando prioridade nos descontos da Shopee e Shein. Na quarta-feira, 18, o IBGE divulgou uma queda expressiva nas vendas de roupas, calçados e outros itens pessoais e domésticos para os primeiros oito meses do ano.

Percentualmente falando, o setor de roupas e calçados viu vendas diminuir em 7,5%, enquanto a queda foi mais expressiva, em 11,9%, em vendas de outros artigos pessoais e domésticos.

Parte desse resultado deve-se à concorrência existente entre os varejistas nacionais e os marketplaces internacionais, principalmente asiáticos. A entrada de empresas como Shein, Shopee e AliExpress, todas do continente asiático, reforçou a competição no mercado brasileiro.

Descontos da Shein e Shopee e isenção de impostos

A polêmica gerada por essas novas adições no mercado se centra principalmente na isenção do imposto de importação para compras de até US$ 50. Isso se faz presente como parte do programa Remessa Conforme, da Receita Federal.

Celulares com aplicativos de varejistas internacionais abertos na tela, entre eles está os e-commerces descontos da Shein, AliExpress e Shopee, respectivamente.
Imagem: Sulastri Sulastri, sdx15 e BigTunaOnline / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Enquanto os marketplaces estrangeiros celebram essa isenção como um grande avanço, os varejistas brasileiros, bem como os fabricantes nacionais, percebem isso como uma falta de isonomia tributária. Era esperado o corte da isenção antes da Black Friday e do Natal, mas essa possibilidade já foi descartada.

No entanto, há uma expectativa de adoção de uma tarifa de cerca de 20%, a partir de 2024, conforme consta no orçamento federal do próximo ano, enviado ao Congresso.

Desafios para varejistas brasileiros

Embora a isenção do imposto de importação represente um alívio para as empresas internacionais, não podemos dizer o mesmo dos varejistas brasileiros. Para competir com a Shein, por exemplo, os profissionais da moda brasileira precisariam de uma taxa de importação de 60% nas remessas de até US$ 50, segundo um estudo realizado por analistas do Bradesco BBI.

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Enquanto isso, empresas nacionais, como a Renner, estão tendo que procurar novos meios de competir. Algumas dessas estratégias incluem a criação de suas próprias plataformas de venda de mercadorias importadas, também conhecidas como “crossborder”, e a intensificação da compra de produtos do Mercosul, especialmente do Paraguai, onde há incentivo fiscal à produção local.

Portanto, empresas como Riachuelo, Magazine Luiza, Petz e Renner têm adotado essa estratégia. De uma forma ou de outra, espera-se que a competição no setor de varejo continue a aumentar nos próximos meses.

Imagem: William Potter / shutterstock.com

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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