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Sindicato afirma que menos de 1% dos funcionários do INSS trabalham em fiscalização

Menos de 1% dos funcionários do INSS atua em fiscalização, revela sindicato. Entenda as implicações desse dado!

O Governo Lula tem como objetivo atingir uma grande economia com um pente-fino nos benefícios sociais administrados pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Esta manobra fiscal não só visa ajustar as contas do governo mas também assegurar a justiça social em um sistema sobrecarregado.

Porém, a revisão dos benefícios sociais depara-se com a realidade de que uma parcela mínima dos funcionários do INSS está envolvida diretamente com a fiscalização dos repasses financeiros. Continue a leitura para mais informações!

Qual o panorama atual dos servidores do INSS?

Fachada de uma agência do INSS.
Imagem: Angela_Macario / shutterstock.com

Anunciada recentemente pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a iniciativa pretende economizar até R$ 26 bilhões. No entanto, de acordo com um relatório do Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social de São Paulo (SINSSP), apenas 0,75% do corpo funcional do INSS dedica-se à revisão e supervisão dessas despesas.

O documento foi entregue ao presidente do órgão previdenciário, Alessandro Stefanutto. Por sua vez, a entidade sugeriu que 35% dos servidores fossem realocados para as funções de revisão e fiscalização. Essa medida poderia potencializar a economia para aproximadamente R$ 150 bilhões anualmente.

Saiba mais sobre os desafios na revisão dos benefícios

Contudo, enfrenta-se um grande obstáculo: a qualificação dos atuais servidores. O sindicato apontou que a maioria dos funcionários que operam na área de fiscalização não possuem nível superior, o que complica ainda mais o processo de implementação de um controle mais rígido e eficiente sobre a distribuição dos benefícios sociais.

Essas discussões ganham ainda mais peso com a recente entrada em greve dos servidores do INSS, justamente na véspera do anúncio desta nova campanha de fiscalização. Uma reunião com os sindicatos ocorreu no último dia 3, quando houve o envio do documento ao governo.

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Este movimento sindical tenta chamar atenção para questões críticas como as condições de trabalho e a carga operacional. Logo, enfatiza a necessidade urgente de mais investimentos em formação e infraestrutura para o pessoal do órgão pevidenciário.

Imagem: Angela_Macario / shutterstock.com