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Morgan Stanley recomenda compra da SpaceX e projeta ações a US$ 300

Ações da SpaceX recuam após IPO, mas Morgan Stanley vê oportunidade e afirma que mercado subestima a divisão de inteligência artificial.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
SpaceX

A forte desvalorização das ações da SpaceX desde sua estreia na Bolsa reacendeu o debate entre investidores sobre o real valor da companhia. Depois de um início marcado por forte valorização, os papéis passaram por uma correção expressiva, levando parte do mercado a questionar se a empresa conseguirá justificar sua avaliação bilionária.

Na avaliação do Morgan Stanley, porém, a queda criou uma oportunidade para investidores de longo prazo. O banco afirma que o mercado praticamente deixou de atribuir valor ao segmento de inteligência artificial (IA) da empresa, responsável por iniciativas como Grok e Cursor, apesar de considerar essa divisão uma das principais fontes de crescimento futuro.

Ao longo deste artigo, você entenderá por que as ações caíram, quais fatores pressionam o setor de tecnologia, o que motivou a recomendação de compra do Morgan Stanley e quais riscos continuam no radar dos investidores.

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Por que as ações da SpaceX caíram após o IPO?

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Imagem; Edição/ Seu Crédito Digital

A SpaceX realizou uma das maiores ofertas públicas iniciais (IPO) do ano, levantando cerca de US$ 86 bilhões em meados de junho. A estreia foi marcada por forte entusiasmo do mercado, com as ações acumulando alta próxima de 50% nos três primeiros pregões.

Entretanto, o movimento perdeu força nas semanas seguintes. Os papéis recuaram até atingir US$ 110,85 no início da semana, nível aproximadamente 18% inferior ao preço da oferta inicial.

Embora correções após grandes IPOs não sejam incomuns, a intensidade da queda chamou a atenção dos analistas, especialmente porque, segundo o Morgan Stanley, os fundamentos operacionais da companhia permaneceram praticamente inalterados durante esse período.

Morgan Stanley mantém recomendação de compra

Mesmo diante da desvalorização recente, o Morgan Stanley manteve recomendação equivalente à compra das ações e reiterou preço-alvo de US$ 300.

Segundo o analista Adam Jonas, responsável pela cobertura da empresa, existe um descompasso entre o pessimismo atual dos investidores e o potencial de crescimento da companhia.

Na visão do banco, o mercado passou a precificar um cenário excessivamente negativo, ignorando áreas que podem representar parcela significativa do valor da empresa nos próximos anos.

Jonas também destacou que muitos investidores aguardam novas quedas quando terminar o chamado período de lock-up, previsto para o próximo mês.

O que é o período de lock-up?

O lock-up é um prazo estabelecido após um IPO durante o qual acionistas iniciais, fundadores e executivos ficam impedidos de vender suas ações.

Quando esse período termina, aumenta a possibilidade de entrada de um grande volume de papéis no mercado. Isso pode ampliar a oferta de ações e pressionar temporariamente os preços, principalmente se investidores relevantes decidirem realizar lucros.

Por esse motivo, parte do mercado acredita que as ações ainda possam testar níveis próximos de US$ 100.

Inteligência artificial representa mais da metade do preço-alvo

O principal argumento do Morgan Stanley está relacionado ao segmento de inteligência artificial da SpaceX.

Segundo Adam Jonas, mais de 50% do preço-alvo de US$ 300 decorre justamente da avaliação dessa divisão, que reúne projetos como Grok e Cursor.

Na interpretação do banco, muitos investidores concentram sua análise apenas nos negócios ligados ao setor espacial e à conectividade, enquanto tratam os investimentos em IA como uma fonte de despesas elevadas, sem considerar seu potencial de geração de receita no futuro.

Para o analista, essa percepção cria uma distorção significativa na precificação da companhia.

Por que parte do mercado desconfia da IA?

O setor de inteligência artificial exige investimentos bilionários em infraestrutura, desenvolvimento de modelos, data centers e capacidade computacional.

Além disso, ainda existe incerteza sobre o tempo necessário para que esses investimentos gerem retorno financeiro consistente.

Esse cenário faz com que alguns investidores adotem postura mais conservadora ao avaliar empresas que ampliaram seus gastos com IA nos últimos anos.

Ambiente econômico aumenta a pressão sobre empresas de tecnologia

A queda das ações da SpaceX não ocorreu de forma isolada.

Nos últimos meses, diversas empresas de tecnologia sofreram pressão diante do aumento das incertezas macroeconômicas.

Entre os fatores que influenciam esse movimento estão:

  • aumento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã;
  • alta dos preços do petróleo;
  • preocupações renovadas com a inflação;
  • perspectiva de juros elevados por mais tempo;
  • redução do apetite dos investidores por ativos considerados de maior risco.

Empresas intensivas em tecnologia e inovação costumam ser mais sensíveis a esse tipo de ambiente, especialmente quando dependem de investimentos elevados para sustentar seu crescimento.

Wall Street continua otimista com a empresa

Apesar da volatilidade recente, o consenso entre os principais bancos de investimento permanece positivo.

Segundo dados compilados pela Bloomberg, aproximadamente 80% dos analistas que acompanham a empresa recomendam a compra das ações.

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O preço-alvo médio está em torno de US$ 232 por papel, indicando potencial expressivo de valorização em relação às cotações recentes.

Entre as instituições que mantêm recomendação equivalente à compra estão:

  • Morgan Stanley;
  • Goldman Sachs;
  • Bank of America;
  • Citigroup;
  • JPMorgan.

Dentro desse grupo, Adam Jonas figura entre os analistas mais otimistas, com uma das maiores projeções de preço para as ações.

Quais são os riscos para quem pretende investir?

Apesar da visão favorável de parte de Wall Street, o investimento continua sujeito a riscos importantes.

O primeiro deles é a própria volatilidade típica de empresas recém-listadas, que ainda passam por um processo de descoberta de preço pelo mercado.

Outro fator relevante envolve a execução da estratégia de inteligência artificial. O segmento demanda investimentos elevados e ainda precisa demonstrar resultados financeiros compatíveis com as expectativas dos investidores.

Também permanecem no radar possíveis impactos decorrentes de mudanças no cenário econômico global, oscilações nas taxas de juros e eventuais agravamentos das tensões geopolíticas.

O que esperar das ações da SpaceX?

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

Os próximos meses devem ser decisivos para definir se a recente queda representa apenas uma correção temporária ou uma mudança mais duradoura na percepção do mercado.

O encerramento do período de lock-up poderá aumentar a volatilidade das ações no curto prazo, especialmente se houver maior volume de vendas por parte de acionistas iniciais.

Ao mesmo tempo, investidores acompanharão de perto qualquer novidade relacionada ao desenvolvimento da divisão de inteligência artificial, considerada pelo Morgan Stanley um dos principais motores de valor da empresa no longo prazo.

Caso essa área apresente avanços concretos e demonstre capacidade de gerar receitas relevantes, parte da diferença entre o preço atual das ações e as projeções dos analistas poderá começar a ser reduzida.

Conclusão

A forte queda das ações da SpaceX após o IPO contrasta com a visão otimista de diversos bancos de investimento. Para o Morgan Stanley, o mercado passou a subestimar significativamente o potencial da divisão de inteligência artificial da companhia, criando uma oportunidade para investidores com horizonte de longo prazo.

Ao mesmo tempo, permanecem desafios importantes, como a volatilidade típica de empresas recém-listadas, o fim do período de lock-up e as incertezas econômicas globais. Antes de investir, é recomendável avaliar o perfil de risco, acompanhar os resultados da empresa e considerar diferentes análises de mercado.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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