O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu as investigações contra o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As investigações eram relativas a processos da Operação Lava Jato que tinham como alvo o atual chefe do Executivo. Neste sábado (18), o ministro Ricardo Lewandowski arquivou os processos.
STF suspende investigações contra Lula
O Supremo Tribunal Federal decidiu suspender as investigações contra Lula que ainda derivavam da Operação Lava Jato; veja.
Vale lembrar que, mesmo tendo recuperado o direito de se eleger, processos envolvendo a Lava Jato ainda corriam contra Lula. Eles tinham como foco central as doações da Odebrecht ao instituto com o nome do petista, além da compra de um terreno para a instituição e um apartamento em São Bernardo do Campo, interior de São Paulo.
Embora as ações já estivessem suspensas desde março de 2021 a mando de Lewandowski, somente agora elas foram arquivadas definitivamente.
Motivação para o arquivamento
O arquivamento do processo foi solicitado pela defesa do petista, destacando que as provas foram anuladas ao longo da ação e não poderiam ser mais utilizadas. Ainda como provas da nulidade, representantes de Lula relembram os relatórios de mensagem apreendidas por hackers que invadiram meios eletrônicos de membros atuantes da Operação Lava Jato.
No entendido do ministro do STF, não há motivo para os processos continuarem a correr na justiça. Isso pois as provas utilizadas para comprovar alguma culpa de Lula não puderam ser utilizadas pela sua “imprestabilidade”.
Decisão cita, ainda, parcialidade
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Além disso, em sua declaração, Lewandowski afirmou que caso as ações continuassem tramitando, elas levariam a um constrangimento de Lula. Isso aconteceria uma vez que ele agora ocupa uma posição de destaque no cenário político como presidente.
Ademais, vale destacar que o ministro ainda salientou que uma das motivações para o arquivamento das ações foi a “parcialidade” indicada pela defesa de Lula no julgamento. Assim, segundo o argumento, os procuradores da Lava Jato agiram de forma “esconsa”.
Imagem: Lula Marques/Agência Brasil
