Na noite da quarta-feira (1º), por meio de um comunicado divulgado ao mercado, a Stone confirmou que não faz mais parte do Banco Inter. Dessa forma, a credenciadora vendeu 16,9 milhões de ações do Inter ao preço de R$ 12,96, que resultou em um montante de R$ 218 milhões.
Stone encerra sua participação no Banco Inter
Por meio de um comunicado divulgado ao mercado, a Stone confirmou que não faz mais parte do Banco Inter. Confira
À vista disso, o negócio entre a Stone e o Banco Inter foi fechado em 2021, quando as duas companhias encontravam-se em uma situação muito mais confortável. Contudo, com a crise das empresas de tecnologia, o valor de mercado de ambas teve queda.
De modo que a Stone enfrentou problemas em sua operação de crédito. Já o Inter gastou tempo e dinheiro para se listar nos Estados Unidos.
Foco
De acordo com a Stone, a atitude faz parte do objetivo da companhia, que quer focar em sua operação “core” de serviços financeiros e software.
Assim, ao longo do segundo trimestre de 2022, a Stone já havia vendido 21,5% das ações que detinha no Banco Inter, pois aproveitou a opção de “cashout” que o Banco Inter disponibilizou aos acionistas durante a migração das ações para a Nasdaq.
A Stone possuía 4,99% do capital do Banco Inter, pois, em 2021, investiu R$ 2,5 bilhões em ações da instituição financeira.
Parceria sem sucesso
Em 2022, João Victor Menin, CEO do Banco Inter, já havia dito que a integração de produtos entre as companhias, bastante comentada quando foi anunciada, não obteve sucesso. Pois, entre outras coisas, cada empresa estava muito focada em suas próprias operações. “Quando acharmos que temos espaço, podemos pensar nessa parte de interação de produtos, que de fato andou muito pouco”, comentou na ocasião.
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Assim, na mesma época, ao ser questionado sobre a relação com a Stone, que possuía cerca de 4% do banco, Menin afirmou que a parceria entre as duas companhias continuava ótima. “Eu fui muito vocal para que eles exercem o cash-out, era um direito deles, assim como de todos os minoritários. Temos uma relação muito construtiva com eles, que ainda possuem um assento no conselho.”
As informações são do Valor Econômico.
Imagem: Divulgação / Inter
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