Entre os dias 14 e 20 de julho, a Strategy — empresa anteriormente conhecida como MicroStrategy — adquiriu 6.220 unidades de Bitcoin, investindo US$ 739,8 milhões em caixa, a um preço médio de US$ 118.940 por unidade, conforme registros da SEC.
Strategy transforma Bitcoin em pilar corporativo com plano de capital bilionário
A Strategy, liderada por Michael Saylor, comprou 6.220 novos BTC e totaliza 607.770 moedas avaliadas em US$ 71,8 bi. A empresa planeja levantar US$ 84 bi até 2027.
Com esse aporte, a Strategy agora possui 607.770 BTC, correspondentes a US$ 71,8 bilhões em valor de mercado. A compra foi parcialmente financiada pela venda de 1.636.373 ações Classe A (MSTR), gerando US$ 736,4 milhões, além de US$ 3,9 milhões com ações preferenciais STRK, STRF e STRD.
Leia mais:
Quem investiu R$ 10 mil em Bitcoin em 2015 está milionário em 2025: veja os números
Representação de quase 3% do Bitcoin em circulação
Com mais de 600 mil Bitcoins em carteira, a Strategy detém cerca de 2,89% dos 21 milhões de unidades existentes — uma escala que supera outras corporações, como Marathon Digital, Riot Platforms e Metaplanet.
Esse volume coloca a empresa entre os dez maiores cofres do S&P 500, com reservas superiores às da ExxonMobil e quase no patamar da General Motors.
Financiamento via emissão de ações e plano 42/42
Venda de ações MSTR como combustível para expansão
A aquisição foi possível graças ao programa de “at-the-market” (ATM), que permite à empresa vender ações diretamente no mercado. Entre os instrumentos utilizados estão:
- 1,6 milhão de ações comuns MSTR (US$ 736,4 milhões);
- Ações preferenciais STRK, STRF e STRD, totalizando US$ 3,9 milhões.
Plano “42/42” – visão de financiamento até 2027
A estratégia de capital da Strategy define metas ambiciosas:
- US$ 21 bilhões para emissão de STRK;
- US$ 2,1 bilhões para STRF;
- Objetivo de levantar US$ 84 bilhões em ações, preferenciais e dívida conversível até 2027, conforme plano batizado de 42/42, para manter a acumulação contínua de BTC.
Michael Saylor e a tese de “Bitcoin como tesouro corporativo”

Saylor como líder do movimento
Michael Saylor, cofundador e Executive Chairman, é o nome por trás da aposta bilionária em criptomoedas. Ele defende o Bitcoin como solução para preservar capital em face de políticas monetárias expansivas, instabilidade macroeconômica e inflação.
Em sua comunicação no X (antigo Twitter), Saylor ressalta a necessidade de “Stay humble, stack sats” — lema que guia sua estratégia de acumulação contínua.
Yield de BTC no balanço da Strategy
O desempenho das reservas em BTC está refletido em um yield de 20,8% no ano até julho de 2025, um percentual que aumenta à medida que o preço do Bitcoin supera o custo médio global adquirido pela empresa (US$ 71.756).
Comparação com tesourarias de empresas do S&P 500
Superando gigantes tradicionais
Gráficos divulgados pela própria Strategy mostram que o valor de sua reserva em Bitcoin está à frente da ExxonMobil e próximo ao da General Motors, colocando a empresa como uma das maiores em caixa e equivalentes do índice S&P 500.
Posição frente a rivais do setor cripto
Mesmo em um universo dominado por mineradoras como Marathon Digital e Riot Platforms, a Strategy mantém vantagem clara com seu volume de BTC acumulado. A hegemonia corporativa reforça o status da companhia como pioneira em tesouraria cripto da nova era.
Perspectivas de mercado e validação da TD Cowen
Ações MSTR ganham impulso em Wall Street
Logo após o anúncio da compra de BTC, as ações da MSTR operavam em alta nos pré-mercados — cerca de 2% acima do fechamento anterior.
O banco TD Cowen revisou o preço-alvo das ações de US$ 590 para US$ 680, fundamentado em sua projeção de que o Bitcoin pode chegar a US$ 155.000 até o fim de 2025, o que beneficiaria diretamente o valor da empresa.
Projeções otimistas de BTC influenciam estratégia
A expectativa de alta expressiva no preço do Bitcoin reforça a estratégia de acumulação em curso. Investidores aguardam pelos resultados dessa aposta macro, que pode gerar valorização robusta das ações com base no prêmio cripto.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Riscos e desafios do modelo de tesouraria cripto
Volatilidade pode afetar valor de carteira
Embora a estratégia baseado em BTC tenha gerado ganhos microestruturais, a alta volatilidade do ativo continua sendo um risco. Se o preço do BTC cair significativamente, o valor contábil da tesouraria pode retrair aceleradamente.
Diluição de ações e percepção do investidor
À medida que a Strategy levanta capital vendendo novas ações, aumenta o risco de diluição para acionistas atuais. Caso o preço das ações caia abaixo do valor do NAV, novos programas de ATM podem ser desfavoráveis e gerar desconfiança.
Riscos regulatórios e concorrência futura
É possível surgir novo marco regulatório nos EUA ou em outras jurisdições, exigindo maiores requisitos de divulgação e compliance cripto. Além disso, outras empresas podem espelhar a estratégia, criando ambiente competitivo por alocação em Bitcoin.
Cenário estratégico até 2027
Ciclo de capital e acumulação sustentável
O plano 42/42 direciona a Strategy a levantar US$ 84 bilhões entre emissão de ações e dívida conversível até 2027, mantendo a acumulação de BTC. Isso exige disciplina financeira, gestão de risco e comunicação transparente.
Adoção institucional e reputação no mercado
Ao defender o Bitcoin como reserva de valor, a Strategy reforça sua imagem entre investidores institucionais, que buscam exposição cripto através de empresas consolidadas. A transparência nas compras, comunicados regulares e performance das ações compõem uma narrativa sólida.
Conclusão — Tesouraria cripto reescreve regras corporativas

A Strategy, sob a liderança de Michael Saylor, consolida-se como o principal case mundial de adoção corporativa de Bitcoin. Com reservas superiores a US$ 70 bilhões em BTC, financiamento estruturado por ações comuns e preferenciais, e metas agressivas até 2027, a empresa estabelece novo padrão estratégico para o mercado.
Enquanto o preço do Bitcoin continua subindo e a percepção institucional se fortalece, a Strategy permanece como ponto de referência para empresas e investidores que desejam incorporar ativos digitais em seus balanços.
