A pandemia de coronavírus está impactando a saúde e o bolso de pessoas no mundo inteiro. O que tem causado problemas aos brasileiros nos últimos dias é, principalmente, a alta dos preços dos produtos nos supermercados. Entre as causas desse disparo de preços está também a alta demanda. Nas última semanas, houve uma corrida aos supermercados em todo o Brasil, pelo medo de muitas famílias de faltar comida em razão da pandemia.

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Aumento nos preços nos supermercados chega a ser de 70%

Entre o dia 26 de fevereiro e o dia 25 de março, os supermercados de São Paulo registraram um aumento de 11,4% no número de vendas. Os supermercados operam normalmente, ainda que muitos estejam fazendo serviços de entregas para diminuir o fluxo de pessoas e evitar mais casos de COVID-19.

De acordo com a Associação Paulista de Supermercados (APAS), a alta nos produtos chega a ser de 70%. Os itens que mais sofreram o reajuste são o feijão, o arroz, a batata, o leite, a cebola e o alho. Na rede Pão de Açúcar, não se encontra feijão carioca há algumas semanas. Confira a alteração percentual de preço de cada produto:

  • Limão: 72,1%
  • Batata: 64,5%
  • Feijão: 50,3%
  • Leite: 36,4%
  • Cebola: 36%
  • Molho de tomate: 32,55%
  • Alho: 18%
  • Arroz: 9,8%

Esse aumento, de acordo com a APAS, não é uma decisão do supermercados. Ele é repassado da indústria, ou seja, os mercados estão adquirindo esses itens por um valor mais alto. Em muitos casos, é preciso escolher entre comprar o produto por um preço maior ou ficar sem aquele item nas prateleiras.

É preciso estar atento a aumentos abusivos nos preços

Contudo, a associação diz estar atenta aos possíveis abusos nos preços. Para isso, trabalha em conjunto com Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, para investigar esses casos.

De acordo com a ABRAS, os fatores naturais, como estiagem e a pouca colheita de milho podem levar a um aumento de 5% a 7%, o que não justificaria os altos índices de aumento dos produtos no supermercado.

Quem identificar um aumento de preços que considerar abusivo para entrar em contato com a associação, que atende nacionalmente. O e-mail para receber as denúncias é o contato@abras.com.br.

Na cidade de Campinas, o Procon já recebeu 217 denúncias de consumidores sobre os preços abusivos, principalmente do leite e do álcool em gel. Uma dificuldade desses órgãos, entretanto, é que quando chegam aos supermercados para investigar, os produtos já acabaram. Em casos nos quais o aumento abusivo é confirmado, os comerciantes sofrem multas.

Estado de São Paulo fez acordo para vender álcool gel a preço de custo

No estado de São Paulo, há um acordo entre o governo, as farmácias e os supermercados para vender álcool em gel a preço de custo. A reposição do produto, entretanto, é lenta, então esse desconto pode demorar para chegar no consumidor. A Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) não divulgou qual seria esse preço de custo.

O Procon de São Paulo chegou a encontrar embalagens de 500g de álcool em gel sendo vendidas a R$ 90. De acordo com a entidade, o preço médio para essa quantidade do produto seria de R$ 12. A multa para uma rede de lojas que estiver praticando esse tipo de abuso nos preços pode chegar a R$ 2 milhões. No caso de um supermercado comum, fica entre R$ 150 mil e R$ 200 mil. Vale ficar atento também ao valor de máscaras de proteção, que deve ser entre R$ 40 e R$ 50 para um pacote de cem unidades.

Enquanto os preços de alguns alimentos aumentaram durante a crise do coronavírus, outros itens ficaram mais baratos. É o caso da gasolina, por exemplo. No dia 27 de março, a Petrobras confirmou o corte de 5% no preço da gasolina e 3% no Diesel, sendo o décimo reajuste de preços só em 2020.

Como proteger o seu bolso durante a pandemia

O mais indicado é fazer uma lista de compras antes de ir ao supermercado. Quando não temos anotado o que é realmente necessário, geralmente acabamos comprando demais. Outro erro é fazer as compras com fome, pois isso também leva a exageros no carrinho.

Também é bom pesquisar sempre, ver catálogos e conferir preços na internet para fazer as compras no lugar certo. Outra dica é não estocar produtos. Não há motivo para fazer compras a mais e, se muitos resolverem fazer estoques em casa, podem faltar produtos para os outros.

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Imagem: Nathália Rosa, via Unsplash