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Nova taxa de juros do consignado do INSS ainda não é alta o suficiente; entenda

Mesmo com a elevação para 1,80%, a taxa de juros do consignado do INSS não cobre custos operacionais dos bancos, aponta relatório do Citi.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
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O aumento da taxa de juros do teto do crédito consignado para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), de 1,66% para 1,80% ao mês, foi aprovado nesta quinta-feira, 9, pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS).

Apesar de ser um avanço, o mercado avalia que a mudança ainda é insuficiente para tornar o produto rentável para os bancos, segundo relatório divulgado pelo Citi.

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Contexto do Aumento

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Imagem: Jo Panuwat D / shutterstock.com / Edição: Seu Crédito Digital

Nos últimos meses, a alta da taxa Selic, atualmente em 12,25%, elevou o custo de captação dos bancos, enquanto o teto dos juros do consignado permaneceu inalterado.

Essa defasagem tornou o crédito consignado para pensionistas e aposentados do INSS financeiramente inviável, levando instituições como Bradesco e Banco do Brasil a restringirem ou suspenderem a oferta dessa linha de crédito.

Com a elevação do teto para 1,80%, o governo buscou aliviar a pressão sobre os bancos, incentivando a retomada das concessões. No entanto, analistas consideram que o ajuste ainda está aquém do necessário para equilibrar os custos operacionais.

Análise do Citi: Rentabilidade Negativa

De acordo com Gustavo Schroden, analista do Citi, mesmo com o aumento da taxa para 1,80%, os bancos continuarão enfrentando dificuldades para oferecer o consignado de forma competitiva e lucrativa.

“Achamos que os bancos vão continuar ofertando o produto de forma limitada, com potencial de afetar o crescimento dessa linha de crédito daqui para a frente”, escreveu Schroden em relatório.

A equipe do Citi realizou simulações para avaliar o impacto do novo teto sobre o retorno sobre o patrimônio (ROE) dos bancos:

  • Com Selic a 12,25%: ROE do consignado ficaria em -7,3%.
  • Com Selic média de 14,88% em 2025: ROE esperado é de -5,9%, mesmo com o teto de 1,80%.

Para que o consignado alcance um retorno em linha com os custos patrimoniais dos bancos, o teto precisaria ser elevado para 2,15% ao mês, aponta o relatório.

Impactos para os Beneficiários do INSS

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

O crédito consignado é uma modalidade de empréstimo popular entre aposentados e pensionistas do INSS, devido às suas taxas reduzidas em comparação a outros produtos financeiros. No entanto, com a oferta limitada pelos bancos, os beneficiários podem enfrentar dificuldades para acessar o crédito.

Essa situação pode levar a um aumento na busca por linhas de crédito com juros mais altos, como empréstimos pessoais e financiamentos, agravando o endividamento desse público vulnerável.

Cenário Econômico e Perspectivas

A decisão de elevar o teto do consignado ocorre em um momento em que o Brasil enfrenta incertezas econômicas, com projeções de manutenção de uma taxa Selic elevada ao longo de 2025.

Segundo especialistas, o governo pode precisar reavaliar o teto do consignado novamente nos próximos meses para garantir maior equilíbrio entre as demandas do mercado financeiro e as necessidades dos beneficiários.

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FAQ

1. O que é o teto de juros do consignado do INSS?
O teto de juros do consignado do INSS é o limite máximo que os bancos podem cobrar de aposentados e pensionistas nessa modalidade de crédito. Ele foi recentemente elevado de 1,66% para 1,80% ao mês pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS).

2. Por que o aumento do teto não resolve os problemas dos bancos?
Mesmo com o aumento para 1,80%, o teto ainda não cobre os custos operacionais das instituições financeiras. A alta da Selic, que eleva os custos de captação, é um dos principais fatores que inviabilizam a rentabilidade desse tipo de crédito.

3. Qual seria o teto ideal para tornar o consignado rentável?
De acordo com a análise do Citi, o teto precisaria ser ajustado para pelo menos 2,15% ao mês para alinhar a rentabilidade com os custos patrimoniais dos bancos.

4. Como o aumento do teto impacta os beneficiários do INSS?
Embora o aumento seja um passo para facilitar o acesso ao crédito, os bancos devem continuar cautelosos na concessão, o que pode limitar a disponibilidade dessa modalidade. Muitos beneficiários podem ser forçados a buscar alternativas de crédito com taxas mais altas, aumentando o risco de endividamento.

5. Existe a possibilidade de um novo aumento no teto?
Sim, é possível. O governo pode reavaliar o teto de juros em resposta às demandas do mercado financeiro e às dificuldades enfrentadas pelos bancos para tornar o crédito consignado mais atrativo e acessível.

Considerações Finais

O aumento do teto de juros do crédito consignado para 1,80% representa um esforço do governo para ajustar a modalidade ao cenário econômico atual. No entanto, a medida ainda não resolve os desafios enfrentados pelas instituições financeiras, que continuam operando com rentabilidade negativa nesse segmento.

A cautela dos bancos na oferta de crédito consignado pode impactar milhões de aposentados e pensionistas que dependem dessa linha de financiamento para equilibrar suas finanças. É fundamental que o governo e as instituições financeiras encontrem um ponto de equilíbrio para garantir a sustentabilidade dessa modalidade de crédito, essencial para uma parcela vulnerável da população.

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Bruna Machado

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Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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