A organização ainda defende uma série de propostas para que os recursos arrecadados em tributos sejam destinados para causas importantes. Dentre elas, estão o fim da fome em 10 anos, apoio aos países mais pobres afetados por tragédias climáticas e a garantia da saúde e proteção social.
Combate à pobreza e desigualdade
Com o acúmulo de US$ 1,7 trilhão a cada ano, seria possível tirar cerca de 2 bilhões de pessoas da situação de pobreza ao redor do mundo.
O documento ainda aponta questões importantes sobre a desigualdade relacionada às catástrofes climáticas e reafirma, por meio de dados, que um bilionário causa um impacto muito mais expressivo do que uma pessoa comum na emissão de carbono.
O coordenador de Justiça Social e Econômica da Oxfam do Brasil, Jefferson Nascimento, fala que as discussões para a realização de reformas tributárias de modo a taxar proporcionalmente os mais ricos têm acontecido em diversos países do mundo, como Estados Unidos, Chile e Colômbia.
De forma geral, a ideia defendida pela instituição é a taxação dos super ricos para que seja possível recuperar partes dos danos causados pela pandemia de Covid-19, a partir de 2020, que fez com que essas pessoas alcançassem lucros de forma excessiva.
Brasil no Fórum Econômico Mundial
O evento em questão começou no dia 16 e segue até o dia 20 de janeiro, na Suíça. O Brasil está sendo representado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad e por Marina Silva, ministra do Meio Ambiente.
A proposta da Oxfam vai de encontro com os planos do novo governo para reduzir as desigualdades, acabar com a fome e taxar os mais ricos no país.
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