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Taxas de juros no rotativo permanecem acima do limite de 100%; confira

Saiba mais sobre como o novo teto de juros no rotativo do cartão de crédito pode gerar grandes mudanças no setor financeiro!

As recentes alterações no teto das taxas de juros do cartão de crédito, que agora é de 100% do valor no rotativo, reacenderam o debate sobre mais mudanças necessárias no setor. As informações tiveram sua divulgação em uma nota de crédito do Banco Central (BC), que trouxe os primeiros impactos da nova política, introduzida em janeiro.

Dessa forma, o juros do rotativo diminuiu de 442,1% em dezembro para 415,3% em janeiro, representando uma queda de 26,8 pontos percentuais. Continue a leitura para mais informações!

Taxas de juros no rotativo permanecem altas apesar as mudanças recentes

Três cartões de crédito espalhados sobre uma superfície em visão aproximada. juros
Imagem: Teerasak Ladnongkhun / shutterstock.com

No entanto, a taxa de juros no rotativo anunciada pelo BC é anualizada. Logo, isso significa que, embora o cliente não possa permanecer no rotativo por mais de 30 dias, a taxa divulgada é anual, não mensal. Logo, essa determinação se deu por uma norma de 2017.

Para uma maior transparência, o Banco Central adicionou uma nova tabela que mostra a distribuição de frequência da proporção dos juros cobrados pelas instituições em relação ao valor original da dívida, divididos em quatro percentis. Isto se dá colocando seus clientes em uma fila, do menor para a maior taxa. A amostra de 15 empresas inclui as maiores, representando cerca de 80% desse mercado.

Com isso, a tabela revela que, mesmo o cliente com a maior taxa em um banco que cobra mais, paga no máximo 28,77% sobre a dívida original. Como a regra do novo teto não estabelece um prazo para o eventual atingimento dos 100%, as taxas devem subir no mês seguinte. No entanto, como o cliente só pode permanecer 30 dias no rotativo, esse efeito deve ter limitações.

Saiba mais sobre as críticas e recomendações

Críticos dizem que essa nova abordagem não fornece uma comparação “antes e depois” do teto da taxa de juros no rotativo. Assim, torna-se impossível dizer se a nova regra realmente levou a uma queda nas taxas.

Por exemplo, a Zetta, uma associação de empresas de tecnologia que fornecem serviços financeiros digitais, destaca que a nova abordagem na divulgação das taxas de juros representa um avanço significativo para aumentar a transparência sobre as taxas efetivamente aplicadas na categoria.

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Já a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou uma nota dizendo que a nova divulgação traz mais transparência e traduz melhor as taxas cobradas. Contudo, ela ressaltou que continuará buscando soluções para enfrentar as causas do ainda elevado patamar de juros no rotativo, visando ao reequilíbrio do principal meio de financiamento do consumo no Brasil.

Imagem: Teerasak Ladnongkhun / shutterstock.com