Simone Tebet (MDB), Ministra do Planejamento, informou nessa quinta-feira, 23 de março de 2023, que os gastos do governo devem superar os ganhos em 120 bilhões de reais. Dessa forma, o déficit fica maior que o planejado que era 107,6 bilhões, anunciado na última quarta-feira (22).
Tebet calcula R$ 120 bilhões de rombo no governo
Tebet calcula um rombo de R$ 120 bilhões no governo e diz que a União precisa cortar gastos. Entenda a situação!
Isso porque, na previsão ainda não tinha entrado o aumento do salário mínimo, que ficará 1.320 reais em maio. Aumento já foi garantido publicamente pelo presidente Lula (PT). Esse déficit considera que as despesas ficarão acima das receitas em 2023, mesmo antes do pagamento da dívida pública.
Além disso, Tebet também acalmou o mercado com esse anúncio. Isso porque, o valor calculado para o rombo do orçamento da União esse ano era de 230 bilhões de reais. Contudo, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), anunciou um pacote de medidas focado principalmente na arrecadação do Estado.
Tebet anuncia prejuízo bilionário para o país em 2023
Em seu anúncio, Tebet explicou que o valor “é uma projeção, mas ela está caminhando no sentido que nós queremos de que o déficit fiscal no Brasil não se encerrará com R$ 230 bilhões”. Além disso, a Ministra também afirmou que o Governo vai cortar gastos.
Dessa forma, o seu ministério já trabalha em conjunto com outras pastas para entender onde pode economizar dinheiro. Principalmente, com gastos de projetos do governo anterior. Ou seja, os restos a pagar, as despesas deixadas pela última gestão, serão revistos.
A ministra do Planejamento explicou que:
“está dentro do prazo para que os ministérios revejam todos os restos a pagar, todos programas e ações que estavam sendo realizados, e contratos do ano passado, para ver não só a legalidade deles, como também agora a necessidade ou não desses mesmos gastos”.
Corte de gastos no governo animam o mercado
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Analistas do mercado financeiro têm pedido com insistência esse corte de gastos da União. Isso porque, com o equilíbrio das contas públicas, fica mais fácil para o Banco Central reduzir a taxa de juros do país, atualmente em 13,75%.
Dessa forma, o anúncio que Tebet realizou sobre corte de gastos anima o mercado porque traz a possibilidade da redução da taxa Selic, a maior do mundo atualmente. Com a redução dos juros, o acesso ao crédito melhora e faz a economia brasileira girar de forma mais sustentável.
Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
