Parece que o TikTok não está cumprindo sua função apenas como rede social. Os Estados Unidos já baniram o aplicativo dos celulares de funcionários em 2022. No entanto, agora o Canadá também o impedirá nos smartphones de seus colaboradores.
TikTok bloqueado: mais um país bane o aplicativo
Mais um país, além dos Estados Unidos, baniu o TikTok dos celulares de seus funcionários. Saiba mais sobre o caso.
Assim, a partir de hoje, 28 de fevereiro de 2023, nenhum celular oficial do governo poderá ter o aplicativo e aqueles que o utilizam também não conseguirão fazer seu download no futuro.
Razões para o banimento do TikTok
Mona Fortier, presidente do Conselho do Tesouro do Canadá, explicou que “Após uma análise do TikTok, o diretor de Sistemas de Informação do Canadá determinou que representa um nível inaceitável de risco à privacidade e segurança”.
Segundo Fortier, a forma como o TikTok coleta informações dos usuários e dos aparelhos proporciona “um considerável acesso aos conteúdos do telefone”. Dessa forma, o aplicativo poderia ter acesso à informações confidenciais do Canadá por meio dos celulares dos funcionários do governo.
TikTok é banido em outros países
A União Europeia tomou exatamente a mesma decisão alguns dias atrás. Os Estados Unidos, no entanto, decidiu banir o aplicativo dos seus celulares oficiais em 2022. Ademais, Índia bloqueou a rede social em 2020. Todos os países o fizeram por questões de segurança e privacidade.
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+311 mil seguidores
Há, no entanto, provas de que o TikTok era usado para espionar pessoas. O caso aconteceu em janeiro de 2023, com jornalistas que investigavam a empresa controladora da rede social, ByteDance. Ademais, a própria empresa admitiu a espionagem, quando uma jornalista da Forbes teve acesso a mensagens internas da ByteDance.
O TikTok, à época, cruzava informações pessoais de seus funcionários com as de jornalistas do BuzzFeed News e Financial Times para identificar vazamento de informações. A empresa monitorava dados como localização, endereços de IP e e-mails para ver se batiam com os dos jornalistas que a investigavam.
Imagem: DANIEL CONSTANTE / Shutterstock
