É de conhecimento comum que ultrapassar o limite de velocidade de uma via consiste em uma infração de trânsito. Contudo, também não é raro que os motoristas desacelerem pouco antes dos radares para evitar receber uma multa. No entanto, um novo recurso instalado nesses dispositivos de monitoramento visa pegar quem tenta burlar o sistema.
Tome cuidado: estes novos radares identificam infrações de trânsito de MUITO mais longe
Novos dispositivos vão contar com ajuda da física para aferir infrações. Confira qual será o método e como o radar vai funcionar!
Vale dizer que, independente das multas instituídas pelo CTB (Código de Trânsito Brasileiro), dirigir acima do limite estabelecido pelas placas é uma atitude irresponsável. Além de colocar sua própria integridade física em risco, a atitude também compromete a segurança dos outros. Descubra como minimizar tais ocorrências!
Como vão operar os novos radares?
Primeiramente, vamos falar da física e de um conceito pouco conhecido pela população. O efeito doppler é o parâmetro que permite medir alterações de frequência sonora utilizando o movimento de objeto. É a partir dele que as novas ferramentas de monitoramento vão atuar.
Sendo assim, ao invés de captar a velocidade do automóvel através de sensores dispostos no asfalto, os novos radares passarão a medir ondas eletromagnéticas. O método busca impedir que os motoristas voltem a acelerar logo após o radar. De acordo com o Contran (Conselho Nacional de Trânsito), o efeito doppler atuará em uma distância de até 50 metros após o ponto de verificação.
Motoristas devem redobrar o cuidado
Anteriormente, os condutores só tinham que se preocupar ao passar por um radar ou câmera. Entretanto, segundo o Contran, os novos dispositivos podem passar a aferir outros equívocos, como desrespeito a sinalização e mudanças bruscas de faixa.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
De acordo com o coordenador da unidade de monitoramento por dispositivos eletrônicos, Herick Dal Gobbo, em entrevista ao UOL, os novos equipamentos tiveram desempenho satisfatório em Curitiba (cidade que já aderiu ao método). Herick afirma, ainda, que o uso dos novos radares “é uma tendência”.
Por fim, Dal Gobbo reitera que os novos radares cumprem com todas as especificações e, portanto, terão menos problemas. Além disso, o menor índice de falhas permite uma “fiscalização mais eficaz”.
Imagem: 63ru78 / Shutterstock.com
