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Tony Ramos surpreende ao falar sobre aposentadoria e INSS

Aos 77 anos, Tony Ramos revelou que já recebe aposentadoria do INSS, mas deixou claro que o benefício não significa o fim de sua trajetória profissional. O ator falou sobre o assunto durante participação no Conversa com Bial, exibido pela Globo em 8 de setembro de 2026. Segundo o próprio artista, a aposentadoria veio depois […]

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 6 min de leitura
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Aos 77 anos, Tony Ramos revelou que já recebe aposentadoria do INSS, mas deixou claro que o benefício não significa o fim de sua trajetória profissional. O ator falou sobre o assunto durante participação no Conversa com Bial, exibido pela Globo em 8 de setembro de 2026.

Segundo o próprio artista, a aposentadoria veio depois de 37 anos e cinco meses de contribuição à Previdência Social. Tony afirmou que considera o benefício resultado de sua trajetória profissional e, ao mesmo tempo, explicou que não pretende abandonar a carreira artística.

A declaração chamou atenção porque muita gente ainda associa aposentadoria à necessidade de deixar definitivamente o mercado de trabalho. No entanto, para diversas modalidades de aposentadoria do INSS, é possível continuar exercendo atividade remunerada, observadas as regras específicas de cada benefício.

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Tony Ramos está aposentado, mas não pretende parar de trabalhar

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Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

Durante a conversa com Pedro Bial, Tony Ramos explicou que sua intenção não é encerrar a carreira. O ator disse que pretende apenas diminuir o ritmo e destacou a satisfação que sente em continuar exercendo sua profissão.

Aos 77 anos, ele permanece em atividade e atualmente integra o elenco de Quem Ama Cuida, interpretando Otoniel. No programa, o artista também rejeitou a ideia de que continuar trabalhando depois da aposentadoria seria simplesmente uma dificuldade de deixar a carreira.

Para Tony, a permanência no trabalho está relacionada ao prazer de exercer o próprio ofício. A declaração também evidencia uma situação que existe fora do meio artístico: aposentados do INSS podem continuar trabalhando em determinadas circunstâncias.

Aposentado do INSS pode continuar trabalhando?

Sim. A aposentadoria, por si só, não impede que o beneficiário continue trabalhando. O próprio INSS informa que o aposentado que retorna à atividade remunerada deve continuar contribuindo para a Previdência de acordo com sua categoria e faixa salarial.

Isso significa que uma pessoa pode receber a aposentadoria e, ao mesmo tempo, permanecer empregada ou exercer outra atividade profissional, desde que respeitadas as regras aplicáveis ao benefício recebido.

Para o trabalhador comum, portanto, aposentadoria e encerramento da vida profissional não são necessariamente sinônimos.

Um profissional pode, por exemplo, solicitar a aposentadoria depois de preencher os requisitos e continuar trabalhando na mesma empresa. Também pode optar por reduzir a jornada, mudar de atividade ou atuar como autônomo, dependendo de sua situação.

O que muda na contribuição depois da aposentadoria

Continuar trabalhando depois de se aposentar não significa deixar de contribuir para o INSS.

Segundo as orientações oficiais, o aposentado que volta ao trabalho deve recolher contribuições previdenciárias conforme a atividade exercida. Essas contribuições, porém, não funcionam simplesmente como um novo período capaz de aumentar automaticamente a aposentadoria já concedida.

O segurado aposentado que permanece trabalhando pode ter acesso a determinados direitos previstos na legislação, como salário-família e salário-maternidade, conforme o caso.

Por isso, é importante diferenciar duas situações: receber aposentadoria e continuar trabalhando é permitido em várias situações; usar novas contribuições para recalcular livremente o benefício já concedido é outra questão.

A história de Tony Ramos tem relação com as regras atuais?

A trajetória do ator também ajuda a entender por que não se deve aplicar automaticamente as regras atuais a todos os trabalhadores.

A Reforma da Previdência, aprovada pela Emenda Constitucional nº 103 em 2019, modificou profundamente as regras de aposentadoria. A antiga aposentadoria por tempo de contribuição deixou de ser uma modalidade disponível para novos segurados, enquanto foram criadas regras de transição para quem já estava no sistema.

Atualmente, por exemplo, o INSS trabalha com aposentadoria programada para quem ingressou no Regime Geral depois da reforma, além de diferentes regras de transição para trabalhadores que já contribuíam antes de novembro de 2019.

Por isso, o fato de Tony Ramos ter informado que se aposentou após 37 anos e cinco meses de contribuição não significa que qualquer trabalhador possa hoje se aposentar simplesmente ao completar o mesmo período.

A data em que a pessoa entrou no sistema, sua idade, o histórico de contribuições e a regra de transição aplicável podem mudar completamente o resultado.

Continuar trabalhando depois dos 60 ou 70 anos é permitido?

Não existe uma idade geral que obrigue o aposentado do INSS a abandonar uma atividade profissional apenas porque passou a receber o benefício.

A decisão de continuar trabalhando pode depender de fatores financeiros, pessoais e profissionais. Para algumas pessoas, a aposentadoria representa o fim da carreira. Para outras, funciona como uma fonte adicional de renda enquanto continuam exercendo uma profissão.

O caso de Tony Ramos se enquadra justamente nessa segunda realidade. O ator afirmou que pretende diminuir o ritmo, mas não deixar de trabalhar porque continua encontrando satisfação na atividade artística.

Existe diferença para quem recebe aposentadoria especial

Sim. A situação merece atenção principalmente para quem recebe aposentadoria especial e pretende continuar trabalhando em atividade considerada prejudicial à saúde ou à integridade física.

O INSS mantém serviço específico para a suspensão da aposentadoria especial quando o beneficiário decide permanecer ou retornar a uma atividade nociva. Segundo o órgão, o benefício pode ser reativado quando o segurado deixa a exposição prejudicial.

Portanto, a possibilidade de trabalhar após a aposentadoria não deve ser interpretada como uma autorização irrestrita para qualquer atividade em qualquer modalidade de benefício.

O que a declaração de Tony Ramos ensina sobre aposentadoria

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A fala do ator mostra uma realidade cada vez mais presente: aposentar-se não significa necessariamente parar de trabalhar.

Para quem recebe uma aposentadoria comum, a legislação permite, em determinadas situações, a continuidade da atividade profissional, inclusive com manutenção das contribuições previdenciárias correspondentes ao trabalho.

Ao mesmo tempo, as regras variam conforme o tipo de benefício. Quem pretende se aposentar e continuar trabalhando deve verificar previamente sua situação previdenciária, principalmente quando houver aposentadoria especial ou outra modalidade com restrições específicas.

No caso de Tony Ramos, a aposentadoria foi apresentada como consequência de décadas de contribuição, enquanto a permanência nos palcos e nas telas aparece como uma escolha ligada ao prazer de continuar exercendo sua profissão. A declaração, portanto, ajuda a desfazer a ideia de que o benefício previdenciário representa necessariamente o ponto final da vida profissional.

Tony Ramos. Foto: Marcio Farias

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