Em novembro, o preço médio da cesta básica subiu em nove capitais do país, de acordo com dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Mesmo com a queda nos últimos meses, o trabalhador brasileiro ainda compromete mais da metade do salário mínimo com o item.
No período analisado, a cidade de São Paulo foi a que registrou o maior custo, chegando a R$ 749,28. Em contrapartida, o menor preço foi localizado em Salvador, com os itens básicos custando R$ 550,86. Ainda assim, trata-se de um valor significativo em comparação com o salário mínimo.
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Neste momento, o piso nacional está fixado em R$ 1.320. Sendo assim, com base na cesta de São Paulo, a mais cara do país, um trabalhador remunerado pelo salário mínimo compromete mais de 60% dos ganhos para comprar os produtos que integram a cesta básica.
Comprometimento com a cesta
Segundo dados da pesquisa mensal do Dieese, o comprometimento do salário mínimo dos trabalhadores com base nos preços médios da cesta básica são:
São Paulo: 61,37%;
Florianópolis: 61,23%;
Porto Alegre: 60,54%;
Rio de Janeiro: 59,65%;
Curitiba: 55,97%;
Vitória: 55,32%;
Campo Grande: 55,27%;
Brasília: 54,67%.
Vale lembrar que estas localidades são aquelas onde o preço médio do item é mais alto.
Imagem: Vergani Fotografia/shutterstock.com
Cesta básica X salário
Em média, no último mês de novembro, o trabalhador remunerado pelo salário mínimo líquido, já com o desconto da Previdência Social, comprometeu 52,82% para adquirir os produtos que compõem a cesta básica. Ademais, no mesmo período do ano passado, este percentual chegava a 59,47%.
Além disso, o Dieese apresenta a perspectiva do tempo de trabalho necessário para que seja possível comprar o item. Sob este aspecto, houve um pequeno aumento. Em novembro, alcançou 107 horas e 29 minutos. No mês anterior, eram 107 horas e 17 minutos.