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Transtornos mentais afetam mais de 1 bilhão de pessoas no mundo, diz OMS

OMS aponta que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com transtornos mentais, como ansiedade e depressão, causando prejuízos humanos.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
INSS transtornos mentais

Dados recentes divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo vivem com algum tipo de transtorno mental, incluindo ansiedade e depressão.

A entidade destaca que o impacto não é apenas social, mas também econômico, e pede maiores investimentos em políticas de saúde mental.

“Embora muitos países tenham reforçado suas políticas e programas de saúde mental, maiores investimentos e ações são necessários globalmente para ampliar os serviços no intuito de proteger e promover a saúde mental das pessoas”, afirmou a OMS.

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Transtornos mentais: uma questão global

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Imagem: Pormezz/ Shutterstock.com

Segundo a OMS, os transtornos de saúde mental são prevalentes em todas as nações, afetando pessoas de todas as idades e níveis de renda. Ansiedade e depressão figuram entre os problemas mais comuns e estão entre as principais causas de incapacidade a longo prazo, afetando diretamente a qualidade de vida.

“É a segunda maior causa de incapacidade a longo prazo, gerando perda de qualidade de vida”, destacou a organização.

A agência ressalta que o progresso global na saúde mental ainda é insuficiente para atender à demanda crescente, especialmente em países com menos recursos ou sistemas de saúde fragilizados.

Desafios e urgência no investimento

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que transformar os serviços de saúde mental é um dos desafios mais urgentes da saúde pública global.

“Investir em saúde mental significa investir em pessoas, comunidades e economias – um investimento que nenhum país pode se dar ao luxo de negligenciar”, afirmou Tedros.
“Cada governo e cada líder tem a responsabilidade de agir com urgência e garantir que os cuidados em saúde mental não sejam tratados como um privilégio, mas como um direito básico de todos”, concluiu.

O alerta reforça que tratamentos e serviços de saúde mental devem ser amplamente acessíveis, não restritos a poucos, e integrados às políticas públicas de bem-estar social.

Impactos por gênero e faixa etária

A OMS aponta que a prevalência de transtornos mentais varia entre homens e mulheres, sendo as mulheres mais afetadas por ansiedade e depressão. Entre jovens, a preocupação é ainda maior, já que o suicídio é uma das principais causas de morte em várias partes do mundo.

“O suicídio permanece como uma consequência devastadora, ceifando cerca de 721 mil vidas apenas em 2021 em todo o planeta”, alertou a OMS.
“Apesar dos esforços globais, o progresso na redução da mortalidade por suicídio é insuficiente para atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, que prevê uma redução de um terço nas taxas de suicídio até 2030. Na trajetória atual, apenas uma redução de 12% será alcançada até esse prazo.”

O cenário evidencia a necessidade de ações preventivas, conscientização e programas de apoio psicológico, especialmente voltados para jovens e populações vulneráveis.

Consequências econômicas dos transtornos mentais

Além do impacto humano, a OMS destaca que os transtornos mentais geram enormes perdas econômicas. Embora os custos diretos com saúde sejam significativos, os custos indiretos, relacionados à perda de produtividade, são ainda maiores.

Estima-se que ansiedade e depressão custem cerca de US$ 1 trilhão por ano à economia global, considerando afastamentos, menor desempenho no trabalho e impactos sociais decorrentes da falta de tratamento adequado.

“Essas descobertas ressaltam a necessidade urgente de investimento sustentado, priorização mais rigorosa e colaboração multissetorial para expandir o acesso à saúde mental, reduzir o estigma e combater as causas profundas dos problemas de saúde mental”, concluiu a OMS.

Políticas e programas de saúde mental

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Imagem: Martin Lauge Villadsen / Shutterstock.com

A OMS lembra que, embora alguns países tenham reforçado políticas e programas, ainda há uma lacuna significativa na cobertura de serviços essenciais. Entre os desafios:

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  • Expansão do acesso a profissionais de saúde mental qualificados
  • Integração de serviços de saúde mental na atenção primária à saúde
  • Combate ao estigma social associado aos transtornos mentais
  • Investimentos em programas de prevenção e conscientização

A agência reforça que a saúde mental deve ser tratada como prioridade global, sendo essencial para o desenvolvimento humano, social e econômico.

O papel da sociedade e dos governos

A OMS enfatiza que cada país tem a responsabilidade de agir. Governos devem garantir que serviços de saúde mental sejam universalmente acessíveis, enquanto a sociedade precisa se engajar em reduzir o estigma e apoiar políticas de prevenção.

“Investir em saúde mental significa investir em pessoas, comunidades e economias”, reiterou Tedros.

Além disso, parcerias multissetoriais envolvendo educação, saúde, trabalho e assistência social são fundamentais para enfrentar o aumento dos transtornos mentais no mundo.

Caminhos para o futuro

Para os próximos anos, a OMS recomenda:

  • Aumento dos investimentos públicos e privados em saúde mental
  • Implementação de programas preventivos em escolas e empresas
  • Ampliação do acesso a serviços de tratamento e apoio psicológico
  • Fortalecimento de campanhas de conscientização para reduzir estigma

Essas medidas são essenciais para mitigar o impacto humano e econômico da saúde mental e alcançar metas globais de desenvolvimento sustentável.

Com informações de: Agência Brasil

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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