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Trump barra entrada de cidadãos de 12 países nos EUA

Donald Trump proíbe entrada de cidadãos de 12 países nos EUA para reforçar segurança nacional. Entenda os motivos e os países afetados.

Bianca BorgesPor Bianca Borges5 min de leitura
Dólar trump

O ex-presidente Donald Trump assinou nesta quarta-feira, 4 de junho de 2025, um decreto que proíbe a entrada de cidadãos de 12 países nos Estados Unidos e impõe restrições a estrangeiros de outros sete países.

A medida foi apresentada como uma ação para reforçar as leis de imigração e proteger a segurança nacional contra ameaças terroristas e outras vulnerabilidades.

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O que diz o decreto de Trump?

Trump
Imagem: Joseph Sohm / shutterstock

O termo assinado por Trump determina a proibição total da entrada de cidadãos originários dos seguintes países, considerados de alto risco pelas autoridades americanas:

  • Afeganistão
  • Mianmar
  • Chade
  • República do Congo
  • Guiné Equatorial
  • Eritreia
  • Haiti
  • Irã
  • Líbia
  • Somália
  • Sudão
  • Iêmen

Além disso, o decreto impõe restrições parciais para estrangeiros provenientes de Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela.

Objetivo declarado pelo governo

Segundo a Casa Branca, a medida visa “proteger o país contra terroristas internacionais e outras ameaças à segurança nacional”, buscando ainda “ganhar a cooperação de governos internacionais, reforçar leis de imigração e avançar em objetivos de políticas internacionais, segurança nacional e ações de contraterrorismo.”

Contexto político e histórico da medida

Retomada do veto ao turismo

Donald Trump já havia implementado uma política similar durante seu primeiro mandato (2017-2021), conhecida como “veto ao turismo”, que proibia a entrada de estrangeiros de diversos países considerados de risco.

Naquela ocasião, a medida enfrentou desafios legais e acabou sendo derrubada pela Suprema Corte dos EUA.

Com o novo decreto, Trump retoma essa política, agora com um conjunto atualizado de países, buscando retomar o controle das fronteiras americanas.

Reação internacional e nacional

Especialistas em imigração e direitos humanos criticaram a medida, classificando-a como restritiva e discriminatória. Já defensores da política argumentam que ela é necessária para garantir a segurança interna e controlar fluxos migratórios que, segundo eles, representam riscos.

Quais são os impactos dessa decisão?

Para os cidadãos dos países bloqueados

O decreto impede a entrada de cidadãos desses países mesmo que tenham vistos válidos ou residência legal em outros países, podendo resultar em dificuldades para viagens de trabalho, estudo ou turismo aos EUA.

Para a política de imigração americana

A medida reforça a postura rígida na imigração adotada por Trump e pode incentivar ações similares em outros países, além de impactar o relacionamento diplomático com os países afetados.

Para o setor econômico e social

Especialistas apontam que restrições severas podem prejudicar relações comerciais e intercâmbios culturais, além de afetar famílias e empresas que dependem de conexões internacionais.

Detalhes sobre os países incluídos na proibição

Países com proibição total

A lista inclui nações com históricos variados de conflitos internos, terrorismo, instabilidade política e desafios sociais. Destacam-se:

  • Afeganistão: País afetado por décadas de guerra e presença de grupos terroristas.
  • Irã: Envolvido em tensões geopolíticas com os EUA, com acusações de apoio a grupos extremistas.
  • Somália e Líbia: Regiões marcadas por instabilidade política e grupos insurgentes.

Países com restrição parcial

Os países com restrições parciais enfrentam riscos considerados menores, mas ainda significativos. Por exemplo:

  • Venezuela: Enfrenta crise humanitária e política.
  • Cuba: Histórico de disputas políticas e regime fechado.

Como a medida pode afetar o fluxo migratório?

Controle mais rígido nas fronteiras

Com a proibição, autoridades americanas devem intensificar a fiscalização e o controle nos pontos de entrada, como aeroportos e fronteiras terrestres.

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Impactos para refugiados e solicitantes de asilo

A medida poderá dificultar ainda mais o acesso de refugiados e requerentes de asilo, aumentando preocupações humanitárias.

Reações políticas e jurídicas à proibição

Oposição de grupos de direitos humanos

Organizações internacionais condenam a proibição, alertando para o risco de violações de direitos básicos e potencial discriminação racial ou religiosa.

Desafios jurídicos esperados

Advogados especialistas em imigração já indicam que a nova medida poderá ser contestada judicialmente, com possíveis recursos para suspender ou modificar a aplicação do veto.

Tarifas sobre aço e alumínio também foram aumentadas

No mesmo dia, Donald Trump anunciou a elevação das tarifas sobre importações de aço e alumínio de 25% para 50%, impactando o comércio internacional. O Reino Unido, no entanto, foi isento da medida, conforme divulgado pela Casa Branca.

O que esperar daqui para frente?

Imagem do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, discursando em debate eleitoral bitcoin
Imagem: Evan El-Amin/shutterstock.com

Monitoramento da aplicação do decreto

As autoridades de imigração americanas deverão implementar os novos controles nas próximas semanas, acompanhadas de avaliações sobre os impactos sociais, econômicos e diplomáticos.

Possibilidade de revisões

Dada a controvérsia, o governo poderá ajustar o decreto conforme o andamento dos processos judiciais e pressões internacionais.

Conclusão

A decisão de Donald Trump de barrar a entrada de cidadãos de 12 países e restringir a de outros sete representa uma nova fase na política de imigração dos EUA, marcada por rigor e foco na segurança nacional.

Embora tenha como objetivo declarado a proteção contra ameaças, a medida gera debates acalorados sobre direitos humanos, diplomacia e os efeitos práticos para milhões de pessoas.

O cenário político e jurídico continuará evoluindo nos próximos meses, e será fundamental acompanhar as consequências dessa política para os EUA e para os países envolvidos.

Bianca Borges

Autor

Bianca Borges

Bianca Borges é estudante de Publicidade e desenvolvedora em formação, com paixão por cultura pop, tecnologia e universos geek. Fã de Star Wars, DC Comics, RPG e The Walking Dead, ela traz sua visão criativa e analítica para o time do Seu Crédito Digital, colaborando na produção de conteúdos relevantes sobre consumo, serviços públicos e finanças do dia a dia. Com estilo descontraído e foco em clareza, Bianca ajuda leitores a entender temas complexos com leveza e precisão.

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