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Trump quer cobrar taxação em dinheiro enviado por imigrantes dos EUA, o que inclui brasileiros

Projeto de lei nos EUA propõe imposto de 3,5% sobre remessas enviadas por imigrantes, afetando milhões, incluindo brasileiros. Entenda!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Imagem de Donald Trump encarando justiça algo enquanto está em um palanque. suprema corte

Enviar dinheiro para a família que vive no Brasil pode ficar mais caro para os imigrantes que trabalham nos Estados Unidos. Isso porque um novo projeto de lei, idealizado pelo ex-presidente Donald Trump, propõe a criação de um imposto sobre todas as remessas internacionais feitas a partir do território americano.

Conhecida como “One Big, Beautiful Bill”, a proposta prevê a cobrança de uma taxa que pode tornar os EUA o país mais caro do G7 nesse tipo de operação. Caso seja aprovada, a medida afetará diretamente milhões de trabalhadores estrangeiros, incluindo brasileiros, que dependem do envio de recursos para garantir o sustento de suas famílias no país de origem.

O que prevê o projeto de lei?

Imagem de Donald Trump discursando justiça
Imagem: mark reinstein / Shutterstock.com

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Imposto de 3,5% sobre remessas internacionais

Segundo o projeto, o governo americano aplicaria uma taxa de 3,5% sobre todas as remessas enviadas para o exterior. Para se ter uma ideia, considerando a cotação atual do dólar em torno de R$ 5,20, esse imposto equivaleria a aproximadamente R$ 0,18 para cada dólar enviado.

Abrangência do imposto

A cobrança não atingiria apenas imigrantes ilegais, mas também pessoas com green cards, portadores de vistos de trabalho e cidadãos estrangeiros legalmente residentes ou trabalhando nos EUA. Isso inclui brasileiros, mas também outras nacionalidades como britânicos, mexicanos, salvadorenhos e cidadãos de países africanos.

Impactos da taxação nas remessas

Consequências para famílias brasileiras e latino-americanas

Para muitos brasileiros que vivem no exterior, especialmente nos EUA, as remessas representam um apoio fundamental para suas famílias, muitas vezes sendo a principal fonte de renda para gastos básicos como alimentação, saúde e educação. A nova taxação tornaria essas transferências mais caras e, em consequência, reduziria o montante líquido recebido por essas famílias.

Impacto econômico em países emergentes

De acordo com especialistas consultados pelo jornal britânico The Daily Telegraph, o imposto pode tirar bilhões de dólares das economias mais vulneráveis. Por exemplo, estima-se que o México perderia cerca de US$ 2,6 bilhões por ano em remessas, o que equivale a aproximadamente R$ 13,5 bilhões. Outros países, como El Salvador, sofreriam uma redução de até 1% da sua Renda Nacional Bruta, o que compromete diretamente seus orçamentos e programas sociais.

Contexto político e social da proposta

Relação com a política migratória dos EUA

A proposta faz parte de um pacote legislativo maior que visa restringir a migração ilegal e regularizar a entrada e permanência de estrangeiros no território americano. O imposto nas remessas surge como um mecanismo para desestimular o envio informal de dinheiro e, segundo o governo Trump, para financiar medidas de controle migratório.

Críticas de especialistas e organizações humanitárias

Organizações de ajuda humanitária e especialistas em economia afirmam que a taxação pode ter efeito contrário ao desejado, incentivando o envio clandestino de remessas, que é menos seguro e dificulta o acompanhamento das transferências financeiras. Além disso, alertam para o risco de que famílias já vulneráveis sofram perdas financeiras significativas.

Possíveis efeitos colaterais da taxação

Aumento da informalidade nas remessas

A imposição de um imposto elevado tende a incentivar que imigrantes busquem métodos alternativos para enviar dinheiro a seus países de origem, como redes informais e informais, que não oferecem garantias nem proteção legal.

Redução da ajuda internacional indireta

Além das remessas, os EUA têm reduzido a ajuda externa a países pobres, segundo analistas. A combinação dessas medidas pode aprofundar crises econômicas e sociais em nações que dependem tanto da assistência internacional quanto das remessas enviadas pela diáspora.

Quais países serão mais afetados?

América Latina

  • México: Maior receptor de remessas dos EUA, estimando-se perdas de US$ 2,6 bilhões por ano.
  • El Salvador: Impacto de até 1% da Renda Nacional Bruta.
  • Honduras e Jamaica: Perdas estimadas em 0,9% e 0,7% da renda nacional, respectivamente.

Reação do Congresso e próximos passos

ex-presidente Donald Trump com expressão de insatisfação e ironia. Fundo desfocado.
Imagem: Naresh777 / Shutterstock.com

Tramitação da proposta

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A legislação ainda está em tramitação no Congresso americano, onde será debatida e possivelmente modificada.

Pressão de grupos de interesse

Grupos de imigrantes, entidades humanitárias e setores da indústria de transferências financeiras têm pressionado contra a aprovação do imposto, alertando para os impactos negativos em milhões de famílias.

Perguntas frequentes (FAQ)

Quem será afetado pelo imposto sobre remessas nos EUA?

A proposta inclui imigrantes com green cards, portadores de vistos de trabalho, residentes legais e trabalhadores estrangeiros nos EUA, atingindo cerca de 40 milhões de pessoas.

Quais países serão mais impactados pela medida?

Países como México, El Salvador, Honduras, Jamaica e nações africanas como Gâmbia e Libéria devem sofrer os maiores impactos financeiros.

O que pode acontecer com o envio de dinheiro informal?

Especialistas alertam que o imposto pode aumentar o uso de canais clandestinos para remessas, que são menos seguros e difíceis de controlar.

A proposta já está em vigor?

Não. O projeto está em tramitação no Congresso dos EUA e ainda pode sofrer alterações antes de ser aprovado ou rejeitado.

Considerações finais

A proposta de taxação sobre remessas enviada por imigrantes residentes nos EUA pode representar um duro golpe para famílias brasileiras e milhões de outras que dependem desses recursos para sobreviver. Além do aumento no custo das transferências, a medida pode gerar efeitos colaterais como o crescimento do envio informal e a perda de recursos em economias vulneráveis. O debate no Congresso americano será fundamental para definir os rumos dessa política, que envolve temas sensíveis como migração, economia e direitos humanos.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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