Nesta terça-feira, 17 de setembro de 2024, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu um boato que circula nas redes sociais afirmando que o comprovante de voto nas eleições poderia ser utilizado como prova de vida para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
TSE e INSS esclarecem: boato sobre comprovante de voto como prova de vida é falso
O TSE afirma que o comprovante de voto nas eleições não será utilizado como prova de vida do INSS. Entenda como funciona a prova de vida.
A Justiça Eleitoral foi categórica ao afirmar que não há qualquer acordo entre o TSE e o INSS para tal procedimento.
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Boato nas redes sociais: Falsa associação entre eleições e prova de vida

O boato em questão sugere que o comprovante de votação nas eleições municipais deste ano poderia ser usado para substituir a prova de vida, um processo obrigatório para aposentados e pensionistas do INSS. No entanto, o TSE esclareceu que essa informação é completamente falsa. A votação é um direito cívico, voltado exclusivamente para a escolha de representantes políticos, sem qualquer relação com o procedimento de prova de vida.
Em comunicado oficial, o tribunal afirmou:
“Não há qualquer acordo com o INSS ou com qualquer outro órgão para que o comprovante de votação seja utilizado como prova de vida”.
Esse esclarecimento reitera que a participação eleitoral não tem ligação com benefícios previdenciários ou outros programas sociais.
Histórico de boatos: Desinformação recorrente
O TSE também destacou que essa não é a primeira vez que desinformações similares circulam em anos eleitorais. Em 2022, houve relatos de mensagens falsas afirmando que a presença nas urnas serviria como prova de vida, algo que foi prontamente desmentido pelas autoridades na época.
A circulação desse tipo de conteúdo é vista com preocupação, especialmente devido ao potencial de confundir eleitores e beneficiários.
Entenda a prova de vida do INSS: Procedimento oficial
A prova de vida é uma exigência do INSS para garantir que os aposentados e pensionistas continuem recebendo seus benefícios regularmente.
No entanto, o procedimento foi simplificado nos últimos anos. Desde 2023, o INSS passou a utilizar dados de outros órgãos públicos para confirmar automaticamente que o beneficiário está vivo, sem necessidade de comparecimento presencial em muitos casos.
De acordo com o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, “o processo agora envolve o cruzamento de dados biométricos e informações de outras bases governamentais”. Apenas em situações específicas, o beneficiário precisa comparecer pessoalmente para realizar a prova de vida, facilitando a continuidade dos pagamentos.
Ações contra fake news: TSE intensifica combate à desinformação

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A disseminação de boatos como esse é uma preocupação constante durante os períodos eleitorais. Para combater as fake news, o TSE implementou uma série de ações, incluindo o Programa de Enfrentamento à Desinformação.
Esse programa, criado em 2022, visa proteger o processo eleitoral de campanhas de desinformação que possam prejudicar a integridade das eleições.
Além disso, o tribunal reforçou a importância de checar sempre as informações com fontes oficiais antes de acreditar ou compartilhar qualquer conteúdo nas redes sociais.
Como denunciar e se informar corretamente?
Para evitar a propagação de desinformação, o TSE e o INSS recomendam que o público busque sempre informações por meio de canais confiáveis. O aplicativo “Pardal”, disponibilizado pelo TSE, é uma ferramenta útil para denunciar casos de fake news e outros tipos de irregularidades.
Os beneficiários do INSS que precisarem de mais informações sobre a prova de vida também podem entrar em contato diretamente com a instituição por meio do telefone 135 ou visitar uma das unidades físicas do INSS. Esses canais garantem que os beneficiários tenham acesso a orientações seguras e evitem ser vítimas de desinformações.
Com essa iniciativa, o TSE reafirma seu compromisso em garantir que as eleições sejam conduzidas de forma clara e sem a influência de boatos, garantindo que a população esteja informada corretamente sobre seus direitos e deveres cívicos.
Imagem: Isaac Fontana / Shutterstock.com

