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Tupperware em crise: o que vai acontecer com as revendedoras?

No mundo, a Tupperware conta com quase 3 milhões de revendedoras. Confira como fica a situação dessas profissionais

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Anúncio da marca Tupperware com diversos tipos de potes nas cores verde e rosa

Nesta semana, a Tupperware surpreendeu ao anunciar que corre o risco de falir devido a dívidas que estão se acumulando. Diante disso, as ações da companhia na bolsa norte-americana tiveram uma queda acentuada. 

A crise impacta não só a empresa de mais de 80 anos, mas também 2,9 milhões de revendedoras que têm na venda dos potes sua fonte de renda. No entanto, para especialistas, o modelo de venda direta, onde os representantes vendem os produtos diretamente ao consumidor, não irá acabar tão cedo.

Revendedoras da Tupperware

Embora as vendas online tenham crescido nos últimos anos, principalmente devido a pandemia da Covid-19, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), a venda direta é fonte de renda para cerca de 3,5 milhões de brasileiros.

A Tupperware foi a responsável por consolidar esse mercado no Brasil e no mundo, quando a vice-presidente da companhia, Brownie Wise, implementou o modelo na década de 50 nos Estados Unidos, chegando em terras brasileiras na década de 70, quando milhares de donas de casa foram inseridas no mercado de trabalho, ao promoverem “festas da Tupperware”, onde as revendedoras apresentavam os produtos a suas vizinhas.

Crise fora do radar

Embora tenha admitido que pode interromper seus negócios por uma crise financeira, a presidente da empresa no Brasil, Paola Kiwi, afirmou que a produção por aqui está a “todo vapor”. A Tupperware possui uma fábrica no Rio de Janeiro e tem no Brasil seu maior mercado.

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Dessa forma, em um vídeo postado na última terça-feira (11), Kiwi tenta tranquilizar as revendedoras brasileiras, ao afirmar que a empresa está mais forte do que nunca, embora não cite a crise que a empresa enfrenta. De acordo com Adriana Colloca, presidente da ABEVD, as operações nacionais da Tupperware estão aparentemente sólidas, principalmente no Brasil.

*As informações são do Jornal O TEMPO.

Imagem: Reprodução/Tupperware

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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