TV 3.0 chega ao Brasil: decreto de Lula libera transmissão em 4K/8K com interatividade e acessibilidade
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, assinaram nesta quarta-feira (27) o decreto que regulamenta a TV 3.0, também chamada de DTV+, durante cerimônia em Brasília.
📌 DESTAQUES:
Lula assina decreto que regulamenta a TV 3.0 no Brasil. Nova tecnologia terá 4K/8K, interatividade e acessibilidade.
Segundo o ministério, duas estações experimentais devem ser lançadas ainda em 2025, em São Paulo e Brasília. O objetivo é que a nova tecnologia esteja disponível em todo o país até a Copa do Mundo de 2026.
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O que é a TV 3.0?
A TV 3.0 é a nova geração do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTVD-T). Trata-se de uma evolução da atual TV 2.0, combinando a transmissão aberta com recursos da internet.
Na prática, transforma televisores comuns em smart TVs, oferecendo recursos de interatividade, publicidade segmentada e acessibilidade ampliada.
O ministro destacou a importância estratégica do avanço:
“A TV 3.0 é prioridade para a radiodifusão brasileira”, afirmou Frederico de Siqueira Filho na abertura da SET EXPO 2025, em São Paulo.
Benefícios para o público e para a indústria
De acordo com o ministro, a TV 3.0 representa uma revolução tanto para os telespectadores quanto para o setor de radiodifusão:
“Do ponto de vista do público, é a garantia de que a TV aberta seguirá gratuita, universal e com imagem em 8K, áudio imersivo, acessibilidade ampliada e interatividade real. Do ponto de vista da indústria, é a entrada definitiva na economia digital, com métricas modernas, publicidade segmentada, modelos de negócio inovadores e maior equilíbrio competitivo com as plataformas globais.”
Os principais benefícios incluem:
- Imagem em 4K e 8K (dependendo do aparelho);
- Som imersivo de cinema;
- Recursos de acessibilidade ampliados;
- Integração com internet para interação com conteúdos;
- Gratuidade e universalidade da TV aberta.
A transição será gradual
O Ministério das Comunicações esclareceu que não haverá desligamento imediato da TV digital atual (2.0). A implementação da TV 3.0 será feita de forma gradual, permitindo a convivência dos dois sistemas até que a nova tecnologia esteja consolidada.
Essa decisão evita que milhões de brasileiros fiquem sem acesso à televisão aberta, especialmente em regiões onde a renovação de aparelhos pode demorar mais tempo.
Conversores e novos televisores
Para acessar a TV 3.0, será necessário um conversor compatível ou adquirir televisores já equipados com a nova tecnologia.
O conversor utilizará a tecnologia MIMO (Multiple-Input Multiple-Output), que permite múltiplas antenas para transmissão e recepção de sinais sem fio, garantindo maior qualidade e estabilidade.
As primeiras estimativas apontam preço em torno de R$ 400, mas o governo ressalta que os valores são apenas projeções iniciais. A tendência é que o custo caia à medida que o mercado se expanda e a produção em escala aumente.
Internet: necessária ou não?
Um dos pontos que geraram dúvidas foi a exigência de conexão com a internet. O ministério garantiu que não será necessário estar conectado para assistir aos canais abertos.
Sem internet, os usuários terão acesso ao conteúdo tradicional. Já com conexão, será possível explorar funcionalidades adicionais, como:
- interação em tempo real com programas;
- acesso a conteúdos extras;
- publicidade personalizada;
- participação em votações e enquetes.
Melhoria na qualidade de imagem e som
Outro destaque da TV 3.0 é o salto tecnológico em termos de audiovisual. O padrão atual, em Full HD (1.920 x 1.080 pixels), será ampliado para 4K (3.840 x 2.160 pixels) e até 8K (7.680 x 4.320 pixels) nos aparelhos compatíveis.
Além disso, o áudio será imersivo, reproduzido em múltiplas direções, proporcionando uma experiência semelhante ao som de cinema.
Controle remoto em versão moderna
A mudança também chegará aos controles remotos. Nos novos modelos de televisores, a troca de canais pelo teclado numérico será substituída por aplicativos das emissoras, de forma semelhante às plataformas de streaming.
Essa alteração segue uma tendência já observada em alguns televisores atuais, que deixam de lado o teclado numérico, mas mantêm botões básicos de navegação.
Impacto na economia digital
A regulamentação da TV 3.0 também tem reflexos econômicos. O setor de radiodifusão aposta na tecnologia como uma oportunidade de competir com gigantes do streaming global, com novas métricas, formatos de publicidade e modelos de negócios.
Para o governo, o decreto fortalece a posição do Brasil como líder em inovação na radiodifusão digital, já que o país foi pioneiro na adoção da TV digital aberta e agora busca referência na integração com a internet.
Disponibilidade nacional até 2026
O plano do governo é que, até a Copa do Mundo de 2026, todos os brasileiros tenham acesso à TV 3.0. Para isso, além das estações experimentais de São Paulo e Brasília, novas cidades receberão antenas e transmissores compatíveis ao longo de 2025 e 2026.
A indústria de eletroeletrônicos também se prepara para oferecer televisores com a tecnologia já embutida, reduzindo custos para os consumidores.
Com informações de: Poder360
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