A Uber assinou, na última terça-feira, 13 de junho de 2023, um Termo de Acordo Técnico com a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) para tornar o sistema da plataforma mais seguro em caso de emergências.
Uber terá novas medidas de emergência para passageiros; confira
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A ideia é a implementação do botão “ligar para polícia”, assim, as informações da viagem serão compartilhadas, em tempo real, com o Centro Integrado de Operação de Segurança (Ciops). Essa iniciativa é a primeira dessa natureza na região Norte do Brasil. Inclusive, o plano da parceria entre a empresa e o órgão começou em 2022.
Detalhes da parceria da Uber
De acordo com o general Carlos Alberto Mansur, o botão “ligar para polícia” no aplicativo vai permitir que o solicitante não precise verbalizar a ocorrência, afinal, o Ciops terá todos os dados da viagem, inclusive a geolocalização da chamada de origem. Dessa forma, deixando a viagem mais segura e preservando segundos relevantes referentes à ocorrência.
Além disso, o Centro Integrado de Operação de Segurança também terá acesso a outras informações, como a placa, modelo e cor do veículo, telefones e nome do passageiro e motorista.
Objetivos da Uber
A parceria entre a Uber e a SSP-AM não é inédita na história da plataforma. Por exemplo, somente nos Estados Unidos, o serviço de segurança funciona em mais de 1.200 cidades. Ademais, a ferramenta de segurança também está presente em estados e províncias da África do Sul, México e Canadá.
No Brasil, o dispositivo de segurança já está disponível para cidades dos estados do Maranhão e Rio de Janeiro. Contudo, a própria Uber pretende expandir o serviço para mais estados, visando integrar todo o território nacional.
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Números da violência
A medida da Uber não é à toa, afinal, a violência, especialmente com mulheres, teve uma alta nos últimos anos. Por exemplo, a pesquisa “Viver em São Paulo: Mulheres”, realizada pelo Nossa São Paulo e pela Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), apontou que, na cidade de São Paulo, em 2022, 19% das entrevistadas já sofreram algum tipo de assédio nesse tipo de transporte.
Imagem: Lutsenko_Oleksandr/ shutterstock.com
