Na tentativa de controlar a crise do dólar na Argentina, o governo do país pretende implantar um pacote de medidas para tentar converter a situação. O presidente argentino Alberto Fernández quer tomar essa ação antes de sair do posto da presidência em dezembro de 2023.
Urgente: Governo irá implantar medida para acabar com a crise do dólar; saiba
Com a crise cambial no país, governo anuncia pacote de medidas para controlar dívidas e escassez de dólar. Veja quais são essas medidas.
O pacote foi anunciado nesta segunda-feira (15) e entre as principais medidas a serem tomadas estão o aumento da taxa de juros ao ano, que irá de 91% para 97%, e, visando estimular a compra no comércio local, haverá um corte na taxa fixa de financiamentos com cartão de crédito que ficará em 9%.
O Ministro da economia da Argentina, Sergio Massa, e o diretor geral de aduanas do país, Guillermo Michel, são os principais nomes a frente da implementação desse pacote de medidas
Os dois já estão em ação para levar os planos do governo a frente. Sergio Massa tem viagem marcada para a China no dia 29 a fim de conseguir apoio dos chineses para exportações em yuan, moeda chinesa. Guillermo Michel afirmou que as tarifas de importação de alimentos devem ser cortadas para controlar o preço na moeda argentina.
O que levou à crise cambial na Argentina?
Os motivos que levaram a Argentina a entrar em crise foram a inflação na Argentina ultrapassou a taxa de 100% ao ano por conta da seca das lavouras, o que levou à escassez das reservas de dólar no país.
Além disso, por conta de um programa de empréstimos, o país acumula uma dívida do Fundo Monetário Internacional (FMI) de US$44 bilhões.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Quais outras medidas serão tomadas?
Outras importantes medidas anunciadas por Alberto Fernández são a intervenção do Banco Central da República Argentina no câmbio do país para tentar controlar a desvalorização cambial, aplicar um plano de austeridade fiscal, controlar a dívida com o FMI através de acordos e valorização e intensificação das relações comerciais com a China e com o banco do Brics.
Imagem: SERSOLL / Shutterstock.com
