Novo custo do visto americano: taxa extra de US$ 250 aumenta valor para R$ 2,5 mil
Nova lei nos EUA inclui taxa extra de US$ 250 para emissão de vistos, elevando o custo total para cerca de R$ 2.500. Entenda mais!
Por Helena Serpa
Tirar o visto americano para viajar aos Estados Unidos vai ficar significativamente mais caro. Isso porque o Congresso norte-americano, com apoio do governo de Donald Trump, aprovou uma nova legislação que adiciona uma taxa extra de US$ 250 ao processo de emissão do visto de não imigrante. A medida integra o megaprojeto fiscal apelidado de One Big Beautiful Bill, considerado um marco da atual administração republicana.
A nova cobrança poderá elevar o custo total do visto americano para cerca de R$ 2.547, tornando o processo mais oneroso para turistas, estudantes e demais categorias de estrangeiros que desejam entrar no país.
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Atualmente, o valor base para tirar um visto de não imigrante, como o de turismo (B1/B2), é de US$ 185. Esse valor cobre a taxa de solicitação, obrigatória para todos os solicitantes e paga antes da entrevista consular.
Com o câmbio médio atual, essa taxa equivale a cerca de R$ 1.027.
A nova lei impõe uma taxa extra de US$ 250 para vistos aprovados e exige o pagamento de US$ 24 pelo formulário de entrada nos EUA.
Valor total do visto com as novas cobranças
Somando todas as taxas, o valor total para obter o visto americano poderá chegar a:
US$ 459, ou seja, aproximadamente R$ 2.547.
Quem será afetado pela nova taxa
Categorias de vistos incluídas na medida
Turistas (B1/B2)
Estudantes (F e M)
Jornalistas (I)
Participantes de programas Au Pair (J)
Diplomatas e seus familiares
Pessoas que buscam tratamento médico nos EUA
Ou seja, qualquer estrangeiro que deseja visitar os Estados Unidos temporariamente deverá arcar com os novos custos, caso o visto seja aprovado.
Quando a nova taxa começará a valer?
O governo dos Estados Unidos ainda não divulgou uma data oficial para o início da cobrança, mas tudo indica que a medida pode entrar em vigor já nos próximos meses. Como o ano fiscal nos Estados Unidos começa em 1º de outubro, há possibilidade de a nova cobrança entrar em vigor ainda em 2025.
Reajustes anuais por inflação
Segundo o texto aprovado pelo Congresso, a taxa de US$ 250 poderá sofrer reajustes anuais com base na inflação, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Secretário de Segurança Nacional dos EUA. Ou seja, o valor pode aumentar nos próximos anos, tornando o processo ainda mais custoso.
Repercussão política e econômica da medida
Imagem: vovidzha / shutterstock.com
A taxa extra para vistos faz parte do chamado One Big Beautiful Bill, um pacote fiscal aprovado com apoio do governo Trump que traz diversas medidas voltadas para segurança nacional, imigração, comércio e economia.
FAQ — Perguntas frequentes
O que é a Visa Integrity Fee?
É uma nova taxa de US$ 250 que será cobrada para emissão de vistos americanos, aprovada pelo governo dos EUA como parte de um projeto fiscal.
O valor do visto pode aumentar novamente?
Sim. A lei prevê reajustes anuais com base na inflação, o que pode elevar o valor da Visa Integrity Fee nos próximos anos.
Onde posso encontrar informações oficiais?
As informações atualizadas sobre o processo de solicitação de vistos estão disponíveis no site da Embaixada e Consulados dos Estados Unidos no Brasil.
Considerações finais
Por fim, a nova taxa representa não apenas uma mudança no valor do processo, mas também um indicativo das diretrizes políticas atuais dos Estados Unidos em relação à entrada de estrangeiros. Com regras mais rígidas e valores mais altos, o acesso ao país tende a se tornar mais seletivo, o que pode impactar diretamente o fluxo turístico e educacional entre o Brasil e os EUA.
Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.