Recentemente, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, falou sobre a possibilidade de passar a cobrar uma tarifa para parcelamentos em diversas vezes nas compras realizadas pelo cartão de crédito. O anúncio assustou os consumidores e não agradou o setor varejista.
De acordo com o IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo), a taxação ou extinção do parcelamento sem juros poderia gerar uma queda nas vendas e impactaria a economia como um todo. Por isso, o Varejo defende que mantenham a possibilidade de parcelar as compras realizadas por meio da modalidade. A responsável por divulgar as informações foi a Uol.
A discussão acontece em meio ao cenário de tentar reduzir os altos índices de endividamento entre os brasileiros. Além disso, o Banco Central e o Ministério da Fazenda estudam soluções para a elevada taxa de juros do rotativo do cartão de crédito.
Varejo defende o parcelamento sem juros
Segundo o presidente do IDV, o parcelamento sem juros é a forma de pagamento que corresponde a 80% das vendas do varejo. Em média, os clientes dividem suas compras em seis prestações.
A possibilidade de criar uma tarifa para o serviço também é criticada. Segundo o presidente do Sebrae, Décio Lima, em entrevista ao Uol, a medida poderia prejudicar principalmente os pequenos negócios e o poder de compra das famílias de baixa renda.
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Taxa de rotativo do cartão é problema
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Neste ano, a taxa média de juros cobrada pelo rotativo do cartão de crédito chegou a 455% ao ano. No mês passado, o índice de inadimplência da linha chegou a 49,1%. É diante desse cenário que um grupo de trabalho busca apresentar soluções para o grande problema. É provável que isso aconteça em até 90 dias.
Por fim, vale destacar que crédito rotativo do cartão é acionado quando os consumidores não conseguem efetuar o pagamento integral da fatura dentro do prazo de vencimento. Desse modo, o valor em aberto se transforma em uma espécie de empréstimo e a dívida passa a crescer.
Imagem: Jirsak / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital



