Por incrível que possa parecer, na última semana o Itaú colocou a Oi sob litígio. A ação, protocolada na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, vem dando o que falar. No processo, o banco questiona a operadora pela intenção de vender cabos antigos de uma rede desativada como forma de quitar parte de dívida. Confira essa história!
Venda de cabos da Oi faz Itaú ir à Justiça
Processo legal questiona atividades da operadora como forma de abater dívida milionária. Não perca esses detalhes.
A Oi atravessa uma grave crise financeira, tendo inclusive que recorrer à Justiça, que aprovou uma tutela cautelar. No processo, a operadora buscava se defender dos credores por um período de 30 dias, já que não teria verba para quitar uma déficit total de R$ 600 milhões. Na ação movida pelo Itaú, a instituição financeira demanda que exista uma apuração detalhada quanto as verdadeiras condições financeiras da companhia.
O que diz a Oi?
Conforme documento enviado pela Oi, a operadora reitera à Justiça que sua enorme dívida financeira encontra-se no valor de R$ 29 bilhões. Portanto, o fluxo de capital da empresa impede qualquer intenção de quitar o empréstimo com os credores. Ainda segundo a companhia, a medida se enquadra em uma etapa que precede a recuperação judicial.
Réplica do Itaú:
Por outro lado, o Itaú requer que essa liminar protetiva contra os credores seja suspensa. Demais bancos também possuem esse mesmo objetivo, tais como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Bradesco. A equipe jurídica da instituição bancária defendem que a venda dos cabos só poderia ocorrer caso a Oi pedisse uma autorização judicial.
Outro ponto de efervescência no processo é que o intermediário da recuperação judicial da Oi, o escritório Wald, Antunes, Vita e Blattner não se pronuncionou quanto a intenção da operadora em oferecer tais cabos como forma de pagamento.
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O banco ainda lembra que a Oi negociou diversos ativos recentemente. Ao todo, a operação de telefonia móvel, metade de empresa de fibra e torres foram vendidas. Dessa forma, o Itaú endossa o medo de não receber nenhuma quantia da operadora.
Imagem: SERGIO V S RANGEL / Shutterstock.com
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