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Vendas de ar-condicionado crescem até 207% nos últimos dias; estoque desaparece

Calor intenso impulsiona vendas de ar-condicionado e ventiladores, provoca falta de estoque e muda hábitos de consumo no Brasil.

Bruna MachadoPor Bruna Machado6 min de leitura
Ar-condicionado

O avanço das temperaturas em diversas regiões do país transformou o calor em um dos principais motores do consumo nas últimas semanas. Com termômetros marcando níveis recordes, as vendas de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado dispararam, provocando corrida às lojas físicas e virtuais e levando grandes redes varejistas a enfrentar dificuldades para manter os estoques abastecidos.

Dados divulgados por empresas do setor mostram crescimentos expressivos na procura por equipamentos de climatização, especialmente a partir da segunda quinzena de dezembro.

Em alguns casos, o aumento supera 200% em comparação com períodos anteriores, refletindo não apenas a intensidade do calor, mas também a urgência do consumidor em buscar soluções imediatas para enfrentar as altas temperaturas.

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Calor intenso impulsiona consumo em todo o país

O fenômeno do calor extremo não ficou restrito a regiões tradicionalmente quentes. Estados do Sudeste, Sul e até cidades serranas, conhecidas por temperaturas mais amenas, passaram a registrar máximas acima dos 30 graus, alterando significativamente o padrão de consumo local.

Temperaturas elevadas mudam hábitos da população

Com o desconforto térmico crescente, o consumidor brasileiro passou a priorizar itens considerados, até pouco tempo atrás, como secundários. Ventiladores, climatizadores e aparelhos de ar-condicionado se tornaram produtos de primeira necessidade para muitas famílias.

Busca por conforto imediato

A principal mudança observada no comportamento do consumidor é a preferência por compras presenciais. Diante do calor intenso, muitos clientes optam por adquirir o produto diretamente na loja física para levá-lo para casa no mesmo dia, evitando prazos de entrega.

Vendas de ar-condicionado crescem até 207% em grandes redes

Entre as varejistas que divulgaram números recentes, o Magazine Luiza se destacou pelo crescimento expressivo. A partir de 20 de dezembro, as vendas de ventiladores aumentaram cerca de 70% em relação à média dos primeiros dias do mês. No caso dos aparelhos de ar-condicionado, o salto foi ainda maior, chegando a 207%.

Magalu registra alta tanto no online quanto no físico

Segundo a empresa, o crescimento ocorreu de forma integrada nos canais digital e presencial. No entanto, as lojas físicas concentraram a maior parte da demanda, justamente pela possibilidade de retirada imediata do produto.

Unidades operando no limite do estoque

Em lojas localizadas no Centro do Rio de Janeiro, por exemplo, restavam poucas unidades disponíveis, muitas delas apenas em exposição. Em alguns casos, os consumidores precisaram recorrer a modelos mais caros ou aguardar reposição.

Casas Bahia e Ponto Frio também registram forte aumento

Outras redes tradicionais do varejo nacional, como Casas Bahia e Ponto Frio, também observaram crescimento acelerado na procura por equipamentos de refrigeração. Nas Casas Bahia, o aumento no movimento de vendas chegou a 79% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Estoques pressionados e prioridade na reposição

A empresa informou que mantém estoques e está priorizando o abastecimento dessas categorias, mas admite que a demanda atípica exige ajustes constantes na logística e na distribuição.

Preços variam conforme o modelo

Os preços dos aparelhos também refletem o aumento da procura. Modelos de ar-condicionado de janela variam, em média, entre R$ 1.500 e R$ 3.600, enquanto os aparelhos split podem custar de R$ 2.000 a R$ 3.500, dependendo da capacidade em BTUs.

Lojas ficam sem produtos em grandes capitais

Em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, o cenário de prateleiras vazias se tornou comum nos últimos dias. Em algumas unidades, ventiladores e aparelhos portáteis simplesmente desapareceram do estoque.

São Paulo enfrenta escassez até em regiões frias

O impacto do calor foi sentido inclusive em municípios conhecidos por temperaturas mais baixas. Em São Bento do Sapucaí, no interior paulista, os termômetros superaram os 30 graus, e os estoques de ventiladores se esgotaram rapidamente.

Procura supera expectativas do varejo

Segundo a Fast Shop, a procura por modelos portáteis de ar-condicionado cresceu 500% em dezembro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Considerando o último trimestre, o avanço acumulado chega a 300%.

Compras presenciais lideram durante onda de calor

A necessidade imediata de alívio térmico explica o crescimento das compras presenciais. Dados do setor indicam que cerca de 85% das vendas de aparelhos de climatização ocorreram diretamente nas lojas físicas.

Urgência influencia decisão de compra

O consumidor, diante do calor intenso, prioriza rapidez em vez de preço ou variedade. Muitos aceitam pagar mais caro por um modelo disponível imediatamente.

Impacto no planejamento financeiro

Essa decisão impulsiva pode afetar o orçamento doméstico, especialmente quando o pagamento é feito de forma parcelada. Especialistas recomendam atenção às condições de crédito e aos juros embutidos nas compras.

Aumento de preços acompanha alta demanda

Além da falta de estoque, o consumidor também enfrenta reajustes nos preços. Em relação ao ano passado, os valores dos ventiladores aumentaram entre R$ 100 e R$ 200, enquanto os aparelhos de ar-condicionado tiveram elevação semelhante em alguns modelos.

Fatores que explicam a alta

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Entre os principais motivos estão o aumento da demanda, os custos logísticos, a inflação de componentes e a limitação da capacidade de produção no curto prazo.

Tendência para os próximos meses

Especialistas do setor avaliam que os preços podem se manter elevados até a normalização dos estoques, prevista para os primeiros meses de 2026.

Crescimento no segmento de ar-condicionado de parede

O segmento de aparelhos de parede, como os modelos split, também apresentou crescimento expressivo. A Fast Shop registrou alta de 336% nas vendas em dezembro, na comparação anual.

Consumo impulsionado pelo verão prolongado

O prolongamento das ondas de calor e a percepção de que eventos climáticos extremos tendem a se repetir têm levado consumidores a investir em soluções mais duradouras de climatização.

Planejamento para novos picos de temperatura

Muitas famílias passaram a enxergar o ar-condicionado como investimento em qualidade de vida, e não apenas como item de conforto ocasional.

Impacto do calor no varejo e na economia

O aumento das vendas de eletrodomésticos de refrigeração aquece o setor varejista, mas também expõe desafios logísticos, de abastecimento e de planejamento de estoque.

Pressão sobre cadeias de suprimento

A reposição de produtos depende de importação de componentes e de ciclos industriais que não acompanham, na mesma velocidade, a explosão da demanda.

Reflexos no crédito ao consumidor

Com compras de maior valor, cresce também o uso de parcelamentos, cartões de crédito e financiamentos, o que exige atenção redobrada às condições oferecidas pelas lojas e instituições financeiras.

Considerações finais

O calor extremo registrado em diversas regiões do Brasil provocou uma verdadeira corrida por ventiladores e aparelhos de ar-condicionado, impulsionando vendas a patamares históricos e esgotando estoques em grandes redes varejistas. O cenário evidencia não apenas a força do consumo sazonal, mas também mudanças no comportamento do consumidor, que busca soluções imediatas para enfrentar as altas temperaturas.

Ao mesmo tempo, o fenômeno reforça a importância do planejamento financeiro, já que a urgência pode levar a decisões impulsivas e comprometer o orçamento. Com reposições previstas apenas para os próximos meses, a tendência é de que a pressão sobre preços e estoques continue enquanto o calor persistir.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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