O vereador de Curitiba Angelo Vanhoni (PT), apresentou um Projeto de Lei (PL) à Câmara Municipal de Curitiba. Em seu texto, o vereador propõe o Dia de Combate à Aporofobia. Diante disso, as reações foram diversas e Vanhoni acabou causando uma polêmica.
Vereador gera polêmica ao criar PL que prevê a criação do Dia de Combate à Aporofobia
Vereador apresentou um proposta de lei de combate à aporofobia. Saiba os detalhes polêmicos e entenda o conceito do termo em questão.
Se você era um dos telespectadores da série “Sai de Baixo”, exibida pela rede Globo, deve se lembrar do personagem do ator Miguel Falabella. Marcado por seu carisma, o personagem Caco Antibes, segundo Vanhoni, era o que podemos chamar de ‘aporofóbico’.
Mas afinal, o que é isso? A aporofobia é o termo designado à rejeição de pessoas de baixa renda. Nesse sentido, observando a morfologia do termo, podemos ver que “aporo” está relacionado à pessoas sem recurso/pessoas pobres. Enquanto que “fobia” remete a medo, repulsa, aversão.
Vereador acredita que série normalizou a aporofobia
Voltando ao personagem vivido por Falabella, suas frases com o teor de “horror aos pobres” arrancavam gargalhadas do público. Contudo, em seus argumentos, o vereador alerta que a partir disso se desencadeou um problema social no país.
Ele acredita que a partir disso houve uma normalização da aversão aos mais pobres, e em suas falas, ele citou o fato do Brasil ter voltado ao mapa da fome. Com tamanha normalização, em sua perspectiva, o petista alertou que comportamentos dessa natureza propiciam danos aos cidadãos em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Quando seria o Dia do Combate à aporofobia?
O dia da conscientização contra a repulsa à pobreza seria no 4 de outubro. Essa é a mesma data em que os católicos e pessoas de religiões sincretizadas comemoram o Dia de São Francisco de Assis.
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Além da data de conscientização, o autor do PL também propõe que haja uma campanha onde tanto o poder Executivo quanto redes de ensino e entidades sociais lutem no combate à aporofobia. Além disso, seu texto também defende que os servidores de seu município recebam a capacitação adequada para lidar com esse tipo de fobia.
Por fim, o PL será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Com a aprovação do texto, a proposta ainda precisa ser analisada e votada por outros colegiados até que, por fim, seja sancionada pelo governador.
Imagem: Divulgação/Procon RS
