Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Vice-presidente do Brasil faz duras críticas aos juros altos no país

Geraldo Alckmin afirmou que espera bom senso para que a taxa de juros seja reduzida na próxima reunião do Copom. Veja!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Fraude

Nesta segunda-feira (20), o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, fez críticas à atual taxa de juros do país. Hoje, a Selic está estacionada em 13,75% ao ano, um alto patamar. 

Segundo ele, o cenário de juros não dispõe de justificativas, paralisa os investimentos e encarece a dívida brasileira. Alckmin acredita que uma redução será anunciada na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), prevista para terça (21) e quarta-feira (22). 

Ao tratar sobre o assunto, o vice ainda falou sobre os esforços da gestão para encaminhar uma reforma tributária e aprovar o novo arcabouço fiscal para substituir o teto de gastos. 

Ciclo de altas

O Banco Central iniciou um ciclo de altas na taxa de juros em decorrência da crescente inflação nos últimos anos. Isso porque a Selic é usada como ferramenta para barrar o crescimento dos preços no país, visto que, com os juros altos, o consumo tende a ser menor.

A taxa começou a avançar em março de 2021, quando era de apenas 2%, e só parou em setembro do ano passado quando chegou a 13,75%. No entanto, a inflação, em contrapartida, começou a cair e está em 5,60%. 

Nesse sentido, o governo Lula, além do vice-presidente, já realizou diversas críticas à Selic atual. Conforme apontam os membros do governo, não há necessidade de uma alíquota tão alta em um cenário como o que se tem hoje.

Alckmin fala sobre a Selic

Alckmin ainda alega que, com responsabilidade fiscal, não existem motivos para a taxa se manter em altos níveis pelos próximos meses, uma vez que não há demanda crescente para isso. 

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Sobre as dívidas públicas, ele diz que metade do valor corresponde à taxa de juros. Por isso, se faz necessária a aprovação de um novo arcabouço fiscal, para que haja um equilíbrio nesse sentido e para que o país volte a crescer economicamente. 

Além disso, na ocasião, o também ministro falou sobre a reoneração dos combustíveis aplicada recentemente e defendeu a decisão do governo. As falas foram durante o seminário do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), no Rio de Janeiro. 

Imagem: Reprodução / Agência Brasil

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

Topicos relacionados