Considerado uma peça rara, o relógio foi totalmente desfigurado e ainda teve seus ponteiros e números arrancados. Além de uma estátua de Netuno que ficava na parte de cima da obra.
Sobre o relógio destruído no Planalto
A relíquia do século XIX foi fabricada pelo relojoeiro francês Balthazar Martinot, com o design feito pelo artista André-Charles Boulle, contando com a assinatura gravada na base do relógio.
Um dos curadores do acervo do Palácio do Planalto e do Palácio da Alvorada, Rogério Carvalho, contou em entrevista ao Correio Brasiliense que o presente havia sido entregue para ornar o local.
“Quando Dom João VI veio para o Brasil, trouxe o relógio para ornar o palácio e ficou ali nos palácios do Rio, no Palácio Laranjeiras, possivelmente, e quando JK veio, o relógio veio também”, disse o curador.
Sobre a restauração, Rogerio Carvalho revelou que muita gente está interessada neste serviço. Inclusive, a relojoaria suíça Piguet, uma das mais renomadas do mundo, chegou a enviar uma carta para o Planalto se oferecendo para realizar a restauração.
“A gente está, nesse primeiro momento, fazendo uma equalização de danos, necessidades e recursos. A ideia é constituir-se um grupo de trabalho para discutir de forma mais ampla em relação ao patrimônio de Brasília, STF, Congresso Nacional e Planalto”, contou Carvalho.
Além dos trabalhos da Piguet, um relatório da Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional) trouxe em detalhes os procedimentos em relação ao conserto do relógio. Além de uma possível parceria entre institutos para patrocinar o serviço, incluindo a Unesco.
Imagem: Marcelo Camargo/ Agência Brasil