Nos últimos meses, um golpe que utiliza tecnologia deepfake vem circulando nas redes sociais, usando o rosto do apresentador Rodrigo Faro para enganar usuários do Nubank com a promessa de uma indenização judicial de R$ 10 mil.
Vídeo manipulado usa rosto de Rodrigo Faro e promete indenização falsa do Nubank
Deepfake com Rodrigo Faro engana sobre indenização do Nubank; saiba como identificar e evitar o golpe.
A fraude, que viralizou principalmente no Facebook e WhatsApp, utiliza vídeos manipulados para induzir as pessoas a clicarem em links falsos e inserirem dados pessoais, com riscos graves à segurança digital. Neste artigo, explicamos como o golpe funciona, quais são os perigos envolvidos, o posicionamento do Nubank e as melhores práticas para evitar cair nessa armadilha.
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O que é deepfake e como a imagem de Rodrigo Faro foi usada para fraude?

Deepfake é uma técnica que utiliza inteligência artificial para criar vídeos ou áudios falsos com aparência extremamente realista, onde a imagem e a voz de uma pessoa são manipuladas para parecer que ela está falando algo que nunca disse.
No caso em questão, o apresentador Rodrigo Faro teve sua imagem adulterada em um vídeo que falsamente anuncia que o Nubank teria sido condenado a pagar uma indenização de R$ 10 mil para clientes. O vídeo acompanha um link e uma chamada para que o usuário confirme seu CPF e solicite o suposto benefício.
A Lupa, agência especializada em checagem de fatos, confirmou que o vídeo é uma deepfake. A versão original, encontrada nas redes sociais oficiais do apresentador, tem conteúdo completamente distinto, em que ele reflete sobre superação pessoal e desafios — nada relacionado a indenizações ou ao Nubank.
Como o golpe é aplicado e quais riscos oferece?
O vídeo manipulado é amplamente compartilhado em plataformas como Facebook e WhatsApp, frequentemente com legendas que prometem dinheiro fácil e rápido. Ao clicar no link indicado, o usuário é direcionado para um site falso, que imita visualmente o site do Nubank, mas cuja URL é diferente do endereço oficial da empresa.
Nesse site fraudulento, o visitante é convidado a inserir seu CPF para “verificar” o suposto direito à indenização. Após o preenchimento, o portal congela e não avança para nenhuma outra etapa real. Mesmo que a página não prossiga, o ato de fornecer informações pessoais a esses sites é perigoso, pois dados como CPF podem ser comercializados em mercados ilegais ou utilizados em outras fraudes, como abertura de contas falsas, empréstimos em nome da vítima ou golpes financeiros.
O Serasa, órgão referência em proteção ao crédito, alerta para os riscos da exposição de dados pessoais em páginas suspeitas, reforçando a importância de nunca fornecer essas informações fora dos canais oficiais das empresas.
Histórico do golpe e ações do Nubank
Não é a primeira vez que falsas promessas de indenizações do Nubank circulam na internet. Entre abril e junho de 2024, foram registrados pelo menos três conteúdos semelhantes, sempre prometendo ressarcimentos de R$ 10 mil e conduzindo usuários a sites falsos.
Em maio, por exemplo, um vídeo que usava deepfake para simular o deputado federal Nikolas Ferreira afirmando sobre uma suposta derrota judicial do Nubank também foi desmentido pela Lupa e pela própria instituição financeira.
O Nubank, desde 2023, tem emitido comunicados oficiais alertando seus clientes sobre fraudes que utilizam indevidamente o nome e a imagem da empresa. A orientação da fintech é clara: todas as promoções, compensações ou qualquer vantagem devem ser confirmadas exclusivamente pelos canais oficiais do Nubank, como o aplicativo, o site oficial e suas redes sociais verificadas.
Como identificar e evitar golpes com deepfake e falsas indenizações?
Com o avanço da tecnologia deepfake, os golpes digitais se tornam mais sofisticados e difíceis de serem detectados por leigos. Para se proteger, é fundamental que os usuários estejam atentos a alguns sinais de alerta:
- Fontes oficiais: sempre confira as informações diretamente nos canais oficiais da empresa envolvida. No caso do Nubank, utilize apenas o aplicativo oficial ou o site com URL verificada (https://nubank.com.br).
- URLs suspeitas: desconfie de links com endereços estranhos, nomes confusos ou com erros de digitação que imitam sites conhecidos.
- Pedidos de dados pessoais: evite informar CPF, senhas, dados bancários ou qualquer informação sensível em sites desconhecidos ou após receber links inesperados.
- Análise do vídeo: vídeos deepfake podem apresentar pequenas falhas nos movimentos labiais, expressões ou áudio, principalmente se observados com atenção.
- Checagem de fatos: consulte sites especializados em verificação de notícias, como a Lupa, Aos Fatos ou outras agências reconhecidas para confirmar a veracidade de conteúdos suspeitos.
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O impacto das fraudes e o papel da educação digital

Golpes que usam deepfake e falsas promessas, como o da suposta indenização do Nubank, representam uma ameaça crescente para a segurança digital dos usuários. Além do prejuízo financeiro, há o risco de roubo de identidade e danos à reputação das vítimas.
A conscientização do público sobre esses esquemas é uma das formas mais eficazes de prevenção. Empresas, governos e veículos de comunicação têm buscado ampliar campanhas de educação digital para ensinar a população a identificar sinais de golpes e praticar a segurança online.
A responsabilidade também recai sobre as plataformas digitais, que precisam aprimorar mecanismos para detectar e remover rapidamente conteúdos falsos e prejudiciais, protegendo os usuários de serem enganados.
Conclusão: atenção redobrada para proteger seus dados contra golpes digitais
A viralização do vídeo manipulado com Rodrigo Faro é um alerta sobre o perigo das fraudes que utilizam deepfake para enganar e roubar dados pessoais. O Nubank, como outras empresas, sofre tentativas de fraude que tentam se aproveitar da credibilidade da marca e do desejo dos usuários por benefícios financeiros fáceis.
Para evitar cair nessa armadilha, mantenha sempre o hábito de verificar as informações diretamente nos canais oficiais e nunca forneça dados pessoais em sites ou links suspeitos. A segurança digital depende tanto da tecnologia quanto da educação e vigilância constante dos usuários.
Com informações de: Lupa – UOL
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