A Volkswagen no Brasil vai parar suas atividades. Contudo, não em definitivo. A empresa anunciou que suspenderá a produção de três de suas quatro fábricas em território nacional. Nesse meio tempo, os trabalhadores da empresa estarão de férias coletivas.
Volkswagen para de produzir no Brasil: entenda o motivo
A montadora alemã vai pisar no freio de suas atividades em território nacional. Saiba o que fez a Volkswagen tomar essa decisão.
Segundo a montadora, a escassez de componentes para produção de seus carros motiva a interrupção. Ou seja, as fábricas em São Bernardo do Campo (SP), São José dos Pinhais (PR) e São Carlos (SP) pararão na penúltima semana de fevereiro.
Todavia, a retomada deve acontecer no início de março. Assim, os edifícios industriais de São Bernardo do Campo e São José dos Pinhais suspendem as atividades do próximo dia 22 até 3 de março. Já em São Carlos, as férias coletivas dadas pela Volkswagen ocorrem entre 20 de fevereiro e 1º de março.
Volkswagen em Taubaté não vai parar durante pausa planejada
Simultaneamente, somente a fábrica localizada em Taubaté (SP) seguirá produzindo normalmente durante o mês de fevereiro. Segundo informações da CNN Brasil, a unidade, maior da Volkswagen no Brasil, irá operar em dois turnos.
Ainda, conforme comunicado da fabricante alemã, a parada já estava planejada desde 2022. Portanto, faria parte de uma estratégia de flexibilização dos processos produtivos, em virtude da falta de peças que, nos últimos anos, tem interferido no setor automotivo.
De acordo com a Folha de São Paulo, a Volkswagen contabiliza que 3.062 funcionários estarão em férias no período de interrupção somente no ABC Paulista. Atualmente, dados do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC indicam que 8 mil trabalhadores prestam serviços na unidade de São Bernardo do Campo.
Sindicato torcia para que parada não fosse necessária
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Por fim, o diretor administrativo da associação, Wellington Messias Damasceno, avalia que embora a parada tenha sido programada pela Volkswagen, a situação não é exatamente bem-vinda. “A gente torcia o tempo todo que não fosse necessário”, disse em entrevista ao jornal.
Juntamente com as instabilidades referentes ao cenário brasileiro, ele também avaliou o contexto internacional como um fator de preocupação para o setor. Enquanto grandes montadoras param, diz o sindicalista, empresas menores podem acabar sendo impactadas – o que pode acabar em demissões.
Imagem: Leonidas Santana / shutterstock.com
