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Winklevoss acusam JPMorgan de bloquear reabertura de conta da Gemini após tuíte polêmico

Tyler e Cameron Winklevoss acusam o JPMorgan de pausar a reabertura da conta da corretora Gemini depois de críticas públicas à cobrança de taxas de dados bancários.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira5 min de leitura
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Tyler Winklevoss, cofundador da exchange de criptomoedas Gemini, afirmou que o banco JPMorgan Chase & Co. interrompeu o processo de reabertura da conta como cliente da corretora.

A decisão teria sido motivada por críticas públicas feitas por ele ao banco, levantando um conflito aberto entre instituições financeiras tradicionais e empresas cripto.

O episódio reacende antigos atritos, especialmente ligados à chamada Operação Choke Point 2.0, na qual grandes bancos reavaliaram relações com empresas de criptomoedas sob orientação regulatória dos Estados Unidos.

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O tuíte que desencadeou o problema

Crítica às taxas de acesso a dados bancários

Em 19 de julho de 2025, Tyler publicou no X (ex‑Twitter) um forte posicionamento contra o JPMorgan, acusando o banco de adotar práticas anticompetitivas ao cobrar fintechs por acessar dados bancários de clientes via plataformas como Plaid.

Ele alertou que isso pode levar à falência empresas que promovem a integração entre banco tradicional e exchanges cripto, como Coinbase e Kraken.

Reação imediata de Tyler

Após a publicação, Tyler afirmou que o JPMorgan informou à Gemini que pausaria a reativação da sua conta como cliente. Ele interpretou o movimento como retaliação direta pelas críticas e declarou que não se calará diante de práticas que, em sua visão, sufocam a inovação no setor financeiro.

O motivo central: open banking e acesso a dados

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Reprodução: Seu Crédito Digital/Freepik

Entenda a polêmica sobre o open banking

A controvérsia gira em torno do Section 1033 do Consumer Financial Protection Act, que garante o direito dos consumidores estadunidenses de compartilhar seus dados bancários com terceiros mediante autorização.

Tyler avisou que a cobrança de taxas é uma tentativa de minar essa norma e limitar o acesso de fintechs ao sistema bancário tradicional.

Ponte entre tradição e inovação

Essa cobrança de taxas impacta diretamente operações fundamentais para exchanges cripto, como conversões de fiat para cripto, deixando muitas startups vulneráveis e expostas ao poder dos bancos tradicionais.

Operação Choke Point 2.0: o histórico recente

Rompimento anterior entre JPMorgan e Gemini

Em 2023, durante a vigência da Operação Choke Point 2.0, o JPMorgan teria pedido à Gemini que buscasse outro parceiro bancário. Na época, a exchange negou qualquer interrupção nas operações, mas os sinais de desgaste foram evidentes.

Relação oscilante desde então

Desde então, Gemini buscou alternativas para sustentar suas operações bancárias, enquanto JPMorgan firmou uma postura mais cautelosa frente à indústria cripto, especialmente após rever seu envolvimento com empresas digitais.

Como funciona o bloqueio e o impacto sobre Gemini

Suspensão de novos cadastros

De acordo com fontes, o bloqueio se refere à suspensão do processo de onboarding de novos clientes pela Gemini, o que afeta o crescimento institucional da exchange, mas não impacta contas já existentes ou operações em andamento.

Consequências para Gemini

O entrave tecnoburocrático compromete o plano da exchange de expandir a base de clientes corporativos nos EUA, sobretudo em um cenário de preparação para um possível IPO e diversificação de produtos — incluindo ações tokenizadas e derivativos regionais.

Reações de Tyler e a estratégia de comunicação

Posicionamento firme nas redes sociais

Tyler usou a repercussão para acusar o JPMorgan de agir de forma anticompetitiva e extrativista, defendendo direitos de plataformas de fintech e se posicionando contra capturas regulatórias que ameaçam a inovação americana.

Ele afirmou:

“Desculpe, Jamie Dimon, não vamos ficar em silêncio. Vamos continuar denunciando esse comportamento… Essa tentativa imoral de levar fintechs e empresas de criptomoedas à falência.”

Apoio de outros líderes do setor

Outros executivos como Arjun Sethi (Kraken) e Nic Carter já manifestaram apoio à causa dos Winklevoss, reforçando que barreiras como essas inviabilizam o acesso aberto a dados financeiros no espaço fintech e cripto.

Perspectivas legais e regulação futura

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Precedentes e salvaguardas regulatórias

O caso destaca a necessidade de um marco regulatório claro sobre open banking, com regras que protejam o direito dos consumidores ao acesso gratuito aos próprios dados, e evitem o fortalecimento de oligopólios bancários.

Tendências em fintech e cripto dos EUA

Analistas apontam que esse episódio pode acelerar a adoção de soluções descentralizadas (DeFi) e a busca por bancos digitais alternativos que respeitem as regras de open banking, ampliando competição no mercado financeiro digital.

Cenário atual da Gemini

Crescimento e projeto de IPO

Apesar dos desencontros com JPMorgan, a Gemini segue expandindo seus serviços, com entrada em tokenização de ativos e ofertas previstas de derivativos na Europa. A empresa recentemente entrou com pedido confidencial para oferta pública inicial (IPO).

Diversificação de bancos

Gemini busca parceiros alternativos para mitigar riscos de relacionamento com bancos tradicionais, apostando em resiliência e independência como estratégia para institucionalização futura.

O que o caso revela sobre o setor financeiro e cripto

Dependência de infraestrutura bancária

O episódio ressalta a fragilidade das exchanges cripto que dependem de serviços bancários tradicionais para operar. Quando esses bancos ajustam suas políticas, fintechs podem perder acesso rápido ao mercado.

Poder dos bancos grandes

Instituições como JPMorgan ainda detêm poder significativo sobre infraestruturas essenciais, podendo ditar regras de mercado que afetam diretamente fintechs e inovações emergentes — como open banking e tokenização.

Considerações finais

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Imagem: Seu Crédito Digital/Freepik

A acusação de Tyler e Cameron Winklevoss contra o JPMorgan representa um episódio emblemático da tensão entre o sistema bancário tradicional e a nova economia digital. O embargo à reabertura da conta da Gemini, motivado por críticas às práticas do banco, sinaliza que a concorrência entre fintechs e bancos tradicionais ainda esbarra em barreiras corporativas e regulatórias.

O caso também reforça a urgência de uma regulação clara sobre open banking e acesso a dados financeiros, essencial para garantir inovação, competitividade e integridade de mercado.

A postura da Gemini, articulada com voz firme nas redes sociais, aponta que fintechs não pretendem sucumbir ao isolamento — e estão prontas para lutar por direitos fundamentais no ambiente financeiro do futuro.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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