A acusação do Conar e a questão dos aditivos artificiais
O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) iniciou um processo contra a marca Zero Cal em setembro de 2022. A acusação se baseia na alegação de propaganda enganosa, em que o Conar afirma que as informações sobre a presença de aditivos artificiais no produto “Bem Natural” não foram apresentadas de maneira clara e evidente na embalagem.
A controvérsia surgiu devido ao destaque dado à presença de eritritol na embalagem, um adoçante que pode ser considerado natural, dependendo de sua origem. No entanto, o Conar argumenta que a marca deveria ter sido mais transparente e destacado a presença de outros aditivos artificiais, de modo a evitar possíveis confusões e interpretações equivocadas pelos consumidores.
A resposta da Zero Cal e as possíveis consequências
A Zero Cal, por sua vez, defende-se das acusações, afirmando que em momento algum prometeu um produto 100% natural. A empresa alega que cumpre todas as regulamentações vigentes e que alterações nas suas embalagens já estão sendo implementadas.
Após meses de análise e discussão, o Conar emitiu sua decisão final sobre o caso, determinando que a marca precisa realizar mudanças em sua propaganda para deixar claro a presença de aditivos artificiais no produto “Bem Natural”. Essa medida tem o objetivo de garantir que os consumidores tenham acesso a informações precisas sobre os produtos que estão adquirindo.
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