Após especulações e cancelamento de pacotes de viagens econômicas, os clientes estão se perguntando se a 123Milhas vai falir. A empresa, que costuma oferecer passagens aéreas a preços acessíveis, está enfrentando diversos processos por não entregar os programas que venderam aos consumidores.
123Milhas vai falir? Entenda o que está acontecendo com a agência de viagem ‘mais econômica’ do Brasil
A 123Milhas está enfrentando diversas ações judiciais após o cancelamento de seus pacotes de viagem vendidos. Ela vai falir? Veja!
Na última sexta-feira (18), a empresa cancelou todas as viagens, de setembro a dezembro de 2023, da sua linha “Promo“, por conta da “persistência de circunstâncias de mercado adversas”, segundo nota enviada aos clientes. A empresa realizará o ressarcimento integral dos pacotes adquiridos – porém, em forma de vouchers.
Isso levará a 123Milhas à falência?

Ainda que a empresa tenha, de fato, cancelado seus pacotes promocionais, culpando as variações de mercado, não temos informações sobre o estado de sua saúde financeira. Porém, a empresa já declarou anteriormente que os pacotes “Promo” representam 7% dos embarques da empresa.
Desse modo, o coordenador-geral de estudos e monitoramento de mercado da Secretaria Nacional do Consumidor, Vitor Hugo do Amaral, questionou a 123Milhas sobre sua capacidade financeira. A ideia é, então, entender se a empresa está se beneficiando com margens de lucro abusivas.
Atualmente, até o Fórum Nacional das Entidades Civis de Defesa do Consumidor (FNECDC) possui uma ação judicial contra a empresa. Eles estão pedindo pelo cumprimento dos pacotes, pela restituição em dinheiro do valor pago e, também, para que nenhum outro pacote seja comercializado até a regularização.
Veja também:
Caixa vai enviar R$ 1278 via Pix; saiba como DESBLOQUEAR O VALOR
Veja histórico da agência de viagens
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Em agosto do ano passado, o Procon-SP notificou a 123Milhas por não entregar os vouchers ou passagens aéreas de passageiros. Na época, o órgão solicitou que a empresa entregasse um relatório com todos os passageiros lesados, além de um plano para a restituição dos valores que não tiveram o serviço completo.
Após os recentes acontecimentos, o Ministério do Turismo se posicionou, garantindo uma série de sanções à empresa. Assim, ela não tem mais a possibilidade de conseguir empréstimos e financiamentos por linhas de crédito do governo.
Imagem: Andrew Angelov / shutterstock.com
