A partir do dia 1º de maio de 2023, uma nova tabela de tributação do Imposto de Renda entrará em vigor. Com isso, a Receita Federal prevê a isenção de cerca de 13,7 milhões de trabalhadores.
Segundo dados da Receita, esse número corresponde a 40% do total de declarações recebidas em 2022. Nesse sentido, resulta em uma redução de arrecadação de R$ 3,2 bilhões em 2023 e algo em torno de R$ 6 bilhões em 2024.
Imposto de Renda terá nova faixa de isenção
De acordo com as informações divulgadas até agora pelo órgão responsável, a faixa de isenção contemplará trabalhadores que recebam até R$ 2.640 brutos por mês, ou seja, dois salários mínimos.
Apesar da medida requisitada pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva reduzir em 40% os contribuintes do IRPF, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, garante que elaborou o plano atual de maneira sustentável.
Ademais, a última atualização da tabela se deu em 2015, demonstrando, assim, real defasagem de tributação.
O ajuste da faixa de isenção é considerado uma melhora na tributação de pessoas com renda mais baixa. No entanto, não desconsidera a necessidade de mitigar o impacto nos cofres públicos.
Plano contradiz previsão do Sindifisco
De acordo com a projeção do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), a atualização da tabela do Imposto de Renda significaria uma perda de cerca de R$ 14 bilhões em 2023.
Contudo, com o plano do ministro da Fazenda, há comprovação de que, na verdade, a redução de arrecadação será de quase um quinto desse valor, assim, uma perda de R$ 3,2 bilhões no mesmo período citado.
Assim que tomou a posse, Haddad informou que não haveria mudanças para 2023 e que a tabela passaria por revisão em 2024. Entretanto, com a alta pressão em busca de mudanças, o parlamentar sugeriu o atual plano.
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