Enquanto milhões de aposentados e pensionistas receberam o 13º salário antecipadamente em abril e maio, um segundo grupo ficou fora daqueles depósitos. São os segurados que tiveram benefícios concedidos a partir de maio de 2026.
Essas pessoas não perderam o abono anual. Quando o benefício dá direito ao 13º, o valor será incluído na folha de novembro do INSS. Na prática, os créditos acontecerão entre 24 de novembro e 7 de dezembro, conforme o valor recebido e o número final do benefício.
É importante entender essa diferença: novembro é a competência da folha, mas nem todos receberão dentro do próprio mês. Para quem ganha acima de um salário mínimo ou tem benefício terminado entre 6 e 0, o dinheiro será liberado somente em dezembro.
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O pagamento será destinado aos segurados que começaram a receber um benefício elegível a partir de maio de 2026 e, por esse motivo, não participaram da antecipação realizada no primeiro semestre.
A medida alcança, entre outros casos, titulares de:
- aposentadorias;
- pensão por morte;
- auxílio por incapacidade temporária;
- auxílio-acidente;
- auxílio-reclusão;
- salário-maternidade;
- benefícios de legislação especial com previsão de abono anual.
A concessão a partir de maio não garante, sozinha, o depósito. O benefício precisa estar entre aqueles que dão direito ao abono e continuar atendendo às regras aplicáveis.
O INSS confirmou oficialmente que os novos segurados receberão conforme o calendário regular da folha de novembro.
Quem já recebeu não ganhará outra parcela em novembro
Os beneficiários que já estavam recebendo até abril tiveram o abono antecipado em duas parcelas. Os depósitos foram feitos junto às folhas de abril e maio de 2026.
Essas pessoas não terão um terceiro pagamento no fim do ano. O crédito de novembro é uma regularização voltada aos benefícios concedidos depois da antecipação.
A exceção pode envolver algum acerto individual, como revisão, diferença atrasada ou correção administrativa. Esses casos devem ser conferidos diretamente no extrato de pagamento.
BPC não dá direito ao 13º salário
Idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada não terão 13º salário.
O BPC, também conhecido como BPC/Loas, é um benefício assistencial. Ele garante um salário mínimo mensal às pessoas que atendem aos critérios de idade ou deficiência e vulnerabilidade econômica, mas não tem natureza previdenciária.
Por isso, o BPC:
- não paga 13º salário;
- não deixa pensão por morte;
- não exige contribuições anteriores ao INSS;
- pode ser revisto para verificar renda, cadastro e demais requisitos.
É importante desconfiar de mensagens que prometem cadastrar beneficiários do BPC para receber o abono. Não existe inscrição, taxa ou formulário capaz de criar esse direito sem uma mudança na legislação.
Quando o valor será proporcional
Quem teve uma aposentadoria concedida no decorrer do ano geralmente não receberá uma mensalidade completa de 13º. O cálculo considera o número de meses em que o benefício esteve ativo em 2026.
Cada mês corresponde, em regra, a 1/12 do valor do abono. A fração igual ou superior a 15 dias costuma ser considerada como mês completo para essa finalidade.
Considere um exemplo hipotético: uma aposentadoria de R$ 1.800 iniciada em julho e mantida até dezembro acumularia seis meses no ano. O cálculo básico seria:
- R$ 1.800 divididos por 12: R$ 150;
- R$ 150 multiplicados por seis meses: R$ 900;
- valor bruto estimado do 13º: R$ 900.
O resultado real pode mudar por causa da data de início, da cessação do benefício, de descontos legais ou de ajustes processados pelo INSS.
Como funciona nos benefícios temporários
No auxílio por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença, o abono é proporcional ao período em que o segurado recebeu o benefício.
A mesma lógica se aplica ao salário-maternidade. Nesse caso, a parcela correspondente ao 13º é calculada de acordo com a duração do pagamento e as regras da categoria da segurada.
O segurado não precisa apresentar um pedido separado para receber. Quando devido, o abono é calculado e incluído automaticamente pelo INSS.
Calendário do 13º para quem recebe até um salário mínimo
Quem recebe até o piso nacional deve acompanhar o último número do benefício antes do traço.
| Final do benefício | Data de pagamento |
|---|---|
| 1 | 24 de novembro |
| 2 | 25 de novembro |
| 3 | 26 de novembro |
| 4 | 27 de novembro |
| 5 | 30 de novembro |
| 6 | 1º de dezembro |
| 7 | 2 de dezembro |
| 8 | 3 de dezembro |
| 9 | 4 de dezembro |
| 0 | 7 de dezembro |
As primeiras cinco terminações recebem em novembro. Para os finais 6, 7, 8, 9 e 0, embora o pagamento pertença à folha de novembro, o depósito será concluído em dezembro.
Calendário para quem recebe acima de um salário mínimo
Os segurados com renda previdenciária superior ao piso recebem entre 1º e 7 de dezembro.
| Finais do benefício | Data de pagamento |
|---|---|
| 1 e 6 | 1º de dezembro |
| 2 e 7 | 2 de dezembro |
| 3 e 8 | 3 de dezembro |
| 4 e 9 | 4 de dezembro |
| 5 e 0 | 7 de dezembro |
As datas seguem a tabela oficial de pagamentos do INSS para 2026.
Qual número deve ser consultado
O segurado não deve considerar o dígito verificador localizado depois do traço.
Se o número do benefício for 123.456.784-7, por exemplo, o final usado no calendário é o 4. O algarismo 7, depois do traço, é apenas o dígito verificador.
Essa regra vale tanto para quem recebe até um salário mínimo quanto para quem ganha acima do piso.
Como saber se o 13º foi incluído
A consulta mais segura deve ser feita pelo site ou aplicativo Meu INSS. O extrato mostra o valor, a data prevista e o banco responsável pelo depósito.
O procedimento é simples:
- Acesse o Meu INSS;
- Entre com CPF e senha do Gov.br;
- Procure por “Extrato de pagamento”;
- Selecione o benefício desejado;
- Consulte a competência de novembro;
- Verifique os valores e descontos apresentados.
O extrato de pagamento é emitido gratuitamente e fica disponível pela internet. Também é possível pedir informações pela Central 135, que funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h, no horário de Brasília.
O que observar no extrato
O documento permite conferir:
- valor mensal do benefício;
- crédito referente ao abono anual;
- data programada para o depósito;
- banco e forma de pagamento;
- descontos aplicados;
- eventuais ajustes ou diferenças.
O valor líquido pode ser menor que o cálculo bruto. Isso pode ocorrer por retenção de Imposto de Renda, pensão alimentícia ou outras deduções autorizadas.
Empréstimos consignados comuns incidem sobre o benefício mensal conforme o contrato, mas isso não significa que toda dívida possa ser descontada livremente do 13º. Qualquer lançamento desconhecido deve ser questionado nos canais oficiais.
O que fazer se o abono não aparecer
O segurado deve primeiro confirmar se o benefício realmente dá direito ao pagamento e se foi concedido depois da antecipação.
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Também é necessário verificar se o benefício estava ativo no período considerado. Nos auxílios temporários, o encerramento ou a alteração da data pode interferir no cálculo e na forma de pagamento.
Se o valor não aparecer, o beneficiário pode:
- atualizar o aplicativo Meu INSS;
- emitir novamente o extrato próximo à data da folha;
- consultar a carta de concessão;
- ligar para a Central 135;
- solicitar correção caso encontre erro;
- guardar o protocolo do atendimento.
Não é necessário pagar intermediários para fazer a consulta. O INSS não cobra para liberar o 13º e não solicita Pix para corrigir benefício ou antecipar depósito.
Por que o pagamento foi dividido em dois momentos
A antecipação do 13º busca colocar o dinheiro em circulação antes do fim do ano e oferecer uma renda adicional aos segurados. Em 2026, ela contemplou quem já estava na folha de pagamento até abril.
Quando uma aposentadoria, pensão ou outro benefício é concedido depois do processamento da antecipação, o sistema ainda não tinha aquele titular cadastrado como beneficiário ativo na época dos primeiros créditos.
Por isso, os novos segurados são incluídos no calendário regular do segundo semestre. Não se trata de um benefício adicional nem de uma nova parcela, mas do pagamento do abono que ainda não havia sido realizado.
O próximo passo para o beneficiário
Quem começou a receber aposentadoria, pensão ou outro benefício previdenciário a partir de maio deve conferir três informações: se o benefício dá direito ao 13º, qual é o número final do cartão e qual valor aparece no extrato.
Os pagamentos da folha de novembro começam em 24 de novembro e terminam em 7 de dezembro. Como o valor pode ser proporcional, ele nem sempre será igual à mensalidade habitual.
A consulta deve ser feita exclusivamente pelo Meu INSS ou pela Central 135. Se houver divergência, o segurado deve pedir esclarecimentos antes de fornecer documentos ou dados bancários a terceiros.
Perguntas frequentes

Quem começou a receber aposentadoria em maio terá 13º?
Sim. Desde que o benefício esteja ativo e cumpra as regras, o aposentado receberá o abono proporcional aos meses considerados em 2026.
O pagamento será feito para todos em novembro?
Não. A folha é referente a novembro, mas parte dos depósitos ocorrerá entre 1º e 7 de dezembro, conforme a renda e o final do benefício.
É preciso pedir o 13º pelo Meu INSS?
Não. O pagamento é processado automaticamente para os benefícios elegíveis. O Meu INSS deve ser usado para consultar o extrato ou comunicar uma possível divergência.
Quem recebe BPC terá 13º em 2026?
Não. O BPC é assistencial e a legislação não prevê abono anual para seus beneficiários.
Auxílio por incapacidade temporária paga 13º?
Sim. O valor é proporcional ao período durante o qual o segurado recebeu o benefício.
Como saber o final correto do benefício?
Deve ser considerado o último algarismo antes do traço. O dígito depois do traço não é utilizado para determinar a data.
Quem já recebeu em abril e maio receberá novamente?
Não. Quem recebeu as duas parcelas antecipadas já teve o abono de 2026 pago, salvo eventual ajuste individual reconhecido pelo INSS.



