O 13º salário é um direito garantido aos trabalhadores brasileiros, que proporciona um alívio financeiro importante no final do ano. Para 2024, a segunda parcela do benefício deverá ser paga até esta sexta-feira, 20 de dezembro, para trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos.
Prazo para pagamento da segunda parcela do 13° salário acaba sexta-feira (20)
Saiba tudo sobre a segunda parcela do 13º salário em 2024, incluindo os prazos, os valores, descontos legais e os direitos dos trabalhadores.
Com valores menores que a primeira parcela, devido aos descontos obrigatórios como INSS e Imposto de Renda, este pagamento impacta diretamente a economia do país.
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Como Funciona a Segunda Parcela do 13º Salário?

A segunda parcela do 13º salário é uma oportunidade para os trabalhadores receberem uma quantia significativa para complementar suas finanças no final do ano. O valor é menor em comparação à primeira parcela devido aos descontos obrigatórios como o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e o Imposto de Renda, aplicáveis a quem recebe acima do limite permitido.
Este desconto é previsto em lei e é aplicado diretamente na folha de pagamento, reduzindo o valor final que o trabalhador receberá.
Quem Tem Direito ao 13º Salário?
O 13º salário é um direito para trabalhadores contratados pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), incluindo empregados domésticos, funcionários públicos estaduais, municipais, do Distrito Federal e dos Poderes da União, aposentados e pensionistas do INSS e de regimes próprios.
A legislação garante o pagamento do benefício para esses grupos, sendo uma forma de reconhecimento pelo período trabalhado ao longo do ano.
Como É Feito o Pagamento da Segunda Parcela?
O pagamento da segunda parcela do 13º salário é efetuado diretamente na conta bancária do trabalhador onde ele recebe seu salário. O valor é ajustado para incluir horas extras, comissões e outros adicionais, exceto o que já foi pago na primeira parcela.
A data limite para o pagamento varia de acordo com o calendário do empregador, que geralmente opta por depositar o benefício até 20 de dezembro. Essa flexibilidade permite que as empresas gerenciem melhor o fluxo de caixa no final do ano.
O Impacto Econômico do 13º Salário
Segundo cálculos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), a injeção do 13º salário na economia brasileira em 2024 deve alcançar R$ 321,4 bilhões. Este valor representa um impulso significativo para o consumo, ajudando a movimentar o mercado e beneficiando setores variados, desde o comércio até serviços.
O 13º salário é uma ferramenta fundamental para estimular a economia, proporcionando um aumento na demanda e contribuindo para o crescimento de pequenos e médios negócios.
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O Que Fazer Se o Pagamento Atrasar?

Se o trabalhador não receber o pagamento da segunda parcela até o prazo estipulado, o primeiro passo é entrar em contato com o setor de recursos humanos da empresa. Caso o problema persista, ele pode recorrer ao Ministério do Trabalho e Emprego ou ao Ministério Público do Trabalho.
Em última instância, se o pagamento não ocorrer, o trabalhador tem o direito de entrar com uma ação judicial para garantir seus direitos. Dora Ramos, CEO da Fharos Contabilidade e Gestão Empresarial, afirma que o primeiro passo é buscar o setor de recursos humanos da empresa.
“Se o trabalhador não receber o pagamento até o limite de dados, ele deverá procurar uma empresa para uma regularização. Persistindo, o caso pode ser levado ao Ministério do Trabalho e Emprego ou ao Ministério Público do Trabalho.”
Ajustes e Práticas Variadas de Pagamento
No contexto do 13º salário, há diversas práticas adotadas pelas empresas e órgãos públicos para o pagamento da segunda parcela. Algumas empresas preferem pagar a metade do 13º em julho, enquanto outras seguem o calendário legal, depositando o benefício em duas parcelas até 20 de dezembro.
Essas variações dependem de acordos coletivos de trabalho ou da convenção coletiva estabelecida entre empregador e empregado. Ydileuse Martins, coordenadora de consultoria e editorial da área trabalhista e previdenciária do IOB, explica que “as interpretações judiciais sobre o pagamento da parcela única variam conforme as circunstâncias do contrato de trabalho e as decisões anteriores dos tribunais”.
Imagem: Leonidas Santana/ Shutterstock.com
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