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Varejo: cerca de 30% das compras em supermercados são feitas sem registro de CPF

Levantamento aponta que 30% das compras em supermercados ainda são feitas sem registro de CPF. Saiba mais!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Cesta de compras com alimentos de uma cesta básica em cima de uma nota fiscal enrolada sobre fundo amarelo. preços

Um levantamento recente mostrou que 30% das compras realizadas em supermercados no Brasil ainda não são identificadas pelo CPF do consumidor. O dado evidencia um desafio importante para o varejo alimentar, que ainda enfrenta entraves na integração de dados e na digitalização dos pontos de venda.

Enquanto isso, no setor farmacêutico, praticamente 100% das transações são rastreadas por CPF, o que demonstra o quanto a digitalização pode gerar vantagens competitivas na personalização, fidelização e controle de consumo.

A lacuna digital do varejo alimentar

Supermercado compras
Imagem: Canva

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Dados sem CPF: um obstáculo para entender o consumidor

De acordo com analistas de mercado, a ausência do CPF em quase um terço das transações impede os supermercados de ter uma visão completa sobre quem compra, o que compra e com que frequência.

Essa falta de rastreabilidade reduz o potencial das redes para criar campanhas personalizadas, oferecer programas de fidelidade mais precisos e desenvolver estratégias de precificação mais competitivas.

Por que o CPF ainda não é exigido nas compras?

Diferentemente de setores como o farmacêutico ou o financeiro, o varejo alimentar não possui obrigatoriedade de vincular o CPF à compra. Além disso, muitos consumidores ainda relutam em informar o documento, seja por preocupação com privacidade, seja por falta de incentivo direto, como descontos ou benefícios.

Nos supermercados, o principal atrativo para a identificação ainda é o programa de fidelidade, mas especialistas apontam que os sistemas atuais são pouco integrados e, muitas vezes, burocráticos, o que afasta o público.

Transformação digital: avanço desigual entre os setores

Farmácias à frente na personalização

O setor farmacêutico, por outro lado, tem mostrado grande maturidade digital. Com integração entre sistemas de CRM (Customer Relationship Management) e bancos de dados centralizados, as farmácias conseguem identificar padrões de consumo e oferecer promoções altamente direcionadas.

Supermercados ainda dependem do físico

Já o varejo alimentar ainda é fortemente dependente das vendas presenciais, o que dificulta o acompanhamento em tempo real do comportamento do consumidor.
Mesmo com a pandemia acelerando o uso de aplicativos e o crescimento dos canais digitais, como e-commerce e delivery, a digitalização nas lojas físicas evolui em ritmo mais lento.

Segundo consultores do setor, a falta de integração entre sistemas de frente de caixa, aplicativos e programas de fidelidade é uma das principais barreiras.
Em muitas redes, as informações coletadas nos canais online não se comunicam com os dados do ponto físico, gerando uma visão fragmentada do consumidor.

O impacto para o mercado e para o cliente

Menos personalização, mais competição

Sem uma base sólida de dados de consumo, os supermercados têm mais dificuldade em competir com aplicativos e marketplaces, que oferecem ofertas instantâneas, cashback e experiências personalizadas.

O resultado é que os consumidores migram cada vez mais para plataformas que entendem melhor seus hábitos e preferências, enquanto o varejo tradicional perde espaço.

Além disso, a ausência de dados compromete a eficiência logística, já que a previsão de demanda e o gerenciamento de estoque dependem do histórico de compras.

Oportunidades para quem investir em dados

Para especialistas, a integração de dados e o uso do CPF são caminhos inevitáveis para o futuro do varejo.
Com o avanço da inteligência artificial e da análise preditiva, as empresas que dominarem o uso de dados de consumo terão vantagem competitiva significativa.

Redes que investirem em sistemas de CRM unificados, aplicativos integrados e incentivos reais ao uso do CPF tendem a conquistar mais fidelidade e previsibilidade de receita.

Estratégias que podem mudar o cenário

compras batata inglesa
Imagem: Ground Picture/Shutterstock.com

Incentivos diretos ao consumidor

Uma das principais estratégias é oferecer benefícios reais para quem informa o CPF na compra.
Exemplos incluem:

  • Descontos exclusivos;
  • Cashback em compras;
  • Pontuação cumulativa para resgate de produtos;
  • Ofertas personalizadas com base no histórico de consumo.

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Essas medidas não apenas incentivam o cliente a se identificar, como também fortalecem o vínculo entre consumidor e marca.

Integração de canais e dados

Outra tendência é a integração total dos canais de venda, permitindo que as informações coletadas online sejam cruzadas com as de lojas físicas.
Assim, o consumidor passa a ter uma experiência omnichannel, podendo acumular pontos ou receber ofertas personalizadas em qualquer ponto de contato com a marca.

Empresas que já adotaram esse modelo relatam aumento na frequência de compras e no ticket médio, mostrando o potencial do uso inteligente de dados.

FAQ – Perguntas frequentes

1. Por que os supermercados não exigem CPF em todas as compras?
Porque não há obrigatoriedade legal e muitos consumidores ainda resistem em informar o documento por questões de privacidade.

2. Quais são as vantagens de informar o CPF nas compras?
O cliente pode receber descontos, participar de programas de fidelidade, acumular pontos e ter acesso a ofertas personalizadas.

3. O setor farmacêutico já tem 100% das compras rastreadas?
Praticamente sim. O setor é um dos mais avançados na integração de dados e uso de CRM para personalização de ofertas.

4. O que impede o varejo alimentar de evoluir digitalmente?
A falta de integração entre sistemas, a ausência de incentivos diretos ao consumidor e a resistência cultural em fornecer o CPF.

5. A tendência é que todas as compras sejam identificadas pelo CPF?
Sim. Com o avanço da digitalização e da inteligência artificial, a identificação do consumidor será cada vez mais comum e estratégica.

Considerações finais

O fato de 30% das compras em supermercados ainda ocorrerem sem registro de CPF mostra que o varejo alimentar precisa acelerar sua transformação digital.
Em um cenário de alta competitividade, quem dominar o uso de dados de consumo terá maior capacidade de fidelizar clientes, reduzir custos e aumentar margens.

O desafio está em equilibrar privacidade, segurança e personalização, construindo uma relação de confiança entre empresas e consumidores.

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Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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