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49% dos brasileiros acham que passam aperto no fim do mês porque os gastos aumentaram; entenda

Avatar de Ellen D'Alessandro Ellen D'Alessandro · · 2 min de leitura
Cofrinho de porquinho rosa simbolizando economia, enquanto uma pessoa adiciona uma moeda no cofrinho. deserdar

A percepção dos brasileiros em relação aos preços e seus impactos nas finanças do país tem sido uma constante preocupação. De acordo com uma pesquisa exclusiva realizada pelo Opinion Box, 49% dos entrevistados acreditam que enfrentam dificuldades financeiras no fim do mês devido ao aumento nos gastos.

A pesquisa abordou diversas questões relacionadas à percepção do custo de vida no Brasil. Quando questionados sobre se consideram o país barato ou caro para se viver, 31% dos entrevistados responderam que o Brasil é “muito caro”.

Ademais, analisando a realidade em suas cidades, 28% classificaram o custo de vida como “muito caro”. Siga a leitura para conferir mais detalhes acerca da percepção financeira dos brasileiros.

Percepção financeira dos brasileiros

Imagens de notas de e moedas sob papeis.
Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

A investigação buscou compreender como os brasileiros lidam com suas finanças mensais. Surpreendentemente, 45% dos participantes afirmaram terminar o mês com dinheiro sobrando, enquanto 29% enfrentam dificuldades financeiras. Ou seja, chegam ao final do mês com falta de dinheiro.

Ao indagar sobre as razões para a falta de recursos, 49% apontaram que os gastos e despesas aumentaram consideravelmente nos últimos 12 meses. Em contrapartida, 27% afirmaram ganhar menos do que o necessário para cobrir todas as despesas mensais.

Já 23% mencionaram despesas inesperadas como fator preponderante. No que diz respeito ao destino do dinheiro excedente no final do mês, 47% dos entrevistados optam por investimentos que não incluem a poupança, 26% escolhem guardar na poupança, e 19% direcionam os recursos para despesas relacionadas à casa e família.

Aumento de preços

A pesquisa também avaliou a percepção dos brasileiros sobre o aumento de preços em diferentes categorias. Para 79%, a compra de mercado ou compra do mês ficou mais cara nos últimos 12 meses. Em relação a remédios e produtos farmacêuticos, 74% acreditam em um aumento de preços, enquanto 72% apontam para a elevação nos custos em bares e restaurantes.

Esses dados refletem a complexidade do cenário econômico brasileiro, influenciado por fatores como a inflação, situação econômica do país e o poder de compra dos consumidores. Em meio a essas preocupações, o mercado financeiro ajustou a projeção de inflação para 3,87% em 2024, mantendo-se dentro da meta estabelecida pelo Banco Central.

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Entretanto, a expectativa de redução da taxa básica de juros, a Selic, para 9% ao ano em 2024, indica esforços para equilibrar a inflação e manter o poder de compra dos brasileiros.

Imagem: D-Krab / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

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