Desde o anúncio das inconsistências contábeis da ordem de R$ 20 bilhões, a Americanas tem enfrentado uma grave crise que afetou seu desempenho e base de clientes. De acordo com um relatório divulgado por administradores judiciais, a empresa registrou uma queda de aproximadamente 10% na sua base de clientes ativos entre dezembro de 2022 e maio de 2023.
5 milhões de pessoas deixaram de comprar nas Americanas em meio à crise
Confira esse relatório que mostra a crise pela qual passa a varejista Americanas; Documento revela que diretores venderam suas ações
Assim, a empresa passou de 49,1 milhões para 44,2 milhões de clientes nesse período. Além disso, a companhia teve o fechamento de 43 lojas, o que corresponde a cerca de 2,3% do total, restando agora 1.837 unidades. Saiba mais!
Relembre a situação da varejista
Os números não são favoráveis para a varejista, pois além da queda na base de clientes, houve uma redução de aproximadamente 8,5% no número de funcionários nos últimos meses. Em números, a empresa foi de 40.426, em março, para 36.971, em junho.
Além disso, a empresa apresentou um saldo em caixa cerca de 38% menor do que o registrado no início de junho de 2022. A dívida da Americanas, excluindo o endividamento bancário relativo às operações de risco sacado, atingiu R$ 20,599 bilhões no mesmo mês.
A Americanas enfrenta um cenário desafiador desde a descoberta das inconsistências, resultando em um pedido de recuperação judicial no início deste ano. Com uma dívida total que ultrapassa os R$ 40 bilhões, a varejista busca reestruturar suas finanças e lidar com as batalhas judiciais com seus credores.
Entenda o impacto da crise em números
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Com a crise, a varejista também precisou ajustar seus investimentos, tendo um total investido de apenas R$ 4,77 milhões em maio de 2023. Isso representa uma queda de 95% em relação à média de investimentos entre junho e dezembro de 2022, que foi de R$ 143,4 milhões.
Além disso, foi revelado que os diretores da empresa venderam suas ações ainda antes da divulgação do escândalo. O ex-CEO, Miguel Gutierrez, liderou as vendas com R$ 156 milhões, seguido por Anna Saicali e Thimoteo Barros com R$ 59 milhões e R$ 20 milhões, respectivamente.
Imagem: Reprodução/Shutterstock
