O Pix é um sistema de transferências e pagamento instantâneo. Em suma, ele não tem custo para pessoa física, e está disponível no Brasil, desde novembro de 2020. O sistema é uma forma de pagamento com pagamento imediato em compras feitas pela internet. Apesar da sua grande facilidade, o Pix ainda traz muitas dúvidas. Pensando nisso, confira a seguir, uma lista com 8 mitos e verdades sobre o sistema de pagamento do Banco Central.
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MITO OU VERDADE? 8 questões sobre o sistema Pix
1 – Você precisa ter saldo na conta para fazer Pix?
VERDADE. O Pix é um sistema irreversível e instantâneo. Diante disso, você pode mandar dinheiro para alguém, desde que tenha saldo na sua conta. Alguns bancos e instituições até disponibilizam usar o limite e cheque especial da sua conta, entretanto, você vai ter que arcar com os juros desse empréstimo. Dessa forma, o mais correto é fazer pagamentos e transferências apenas se você tem dinheiro disponível na sua conta.
2 – Você precisa cadastrar uma chave para usar o Pix?
MITO. Você deve ter uma conta em um banco para ter acesso ao serviço. Entretanto, você não é obrigado a criar uma chave. Em suma, as chaves são uma opção para facilitar a troca de informações na hora de precisar fazer uma transferência ou pagamento. Ou seja, ao invés de dar todos os seus dados, você passa apenas a sua chave.
3 – O Pix é perigoso?
MITO. Em suma, a tecnologia que permite o Pix é muito segura, e foi crada pelo Banco Central, em parceria com o mercado. O Pix tem conformidade com os mesmos requisitos de segurança, aplicados em outras formas de transferência, como o DOC e o TED. Dessa forma, o sistema tem uma criptografia de dados e camadas adicionais de segurança que são implementadas de formas diversas por cada banco.
Entretanto, é importante ressaltar que a segurança depende da forma como você usa o recursos e os seus dispositivos. Ou seja, é necessário ter cuidado com quem pode acessar o seu celular, por exemplo. Além disso, é necessário cuidar com os golpes disponíveis.
4 – Alguém pode usar os meus dados em uma chave Pix e cometer crimes?
MITO. Esse é um dos mitos mais comuns sobre o Pix. Ninguém pode simplesmente usar a sua chave, criar uma chave Pix e cometer fraudes. Em suma, elas servem para indicar um endereço de destino de recursos, e não um de partida. Ou seja, não há como tirar o dinheiro da sua conta, mesmo que o criminoso crie uma chave usando um dos seus dados.
5 – É impossível cancelar um Pix?
VERDADE. O objetivo do Pix é ofertar um método de transferência de valores instantâneo, ágil, e sem burocracia. Dessa forma, o destinatário ganha o dinheiro no momento em que você confirma o pagamento. Sendo assim, a menos que o destinatário devolva o valor, você não tem como cancelar o Pix.
6 – O Pix tem tarifas?
DEPENDE. Para pessoas físicas, o sistema é gratuito. Ou seja, não prevê a cobrança de taxas adicionais para a operação, diferente do TED ou DOC. Já no caso de Pix para pessoas jurídicas, há a previsão de cobrança de tarifas.
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7 – É possível transferir dinheiro para quem não tem chave Pix?
VERDADE. Não é necessário configurar chaves Pix para usar o serviço. O destinatário dos seus recursos precisa da sua conta bancária que tenha acesso à tecnologia. Entretanto, para transferir quantias para os usuários sem chave, você vai precisar das informações bancárias do destinatário, como é o caso do TED e DOC.
8 – Você pode monitorar o comportamento pelo Pix?
MITO. Os bancos têm maneiras de analisar o seu perfil como cliente, por meio do volume de dinheiro que transita pela sua conta. Entretanto, o recurso não interfere no nível de informação sobre o seu comportamento. É apenas uma forma de transferir o dinheiro, como DOC e TED. As transferências via Pix estão protegidas pela Lei do Sigilo Bancário, que garante a privacidade dos seus dados.
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Imagem: Brenda Rocha – Blossom / shutterstock.com
